
O comércio não perdoa nem religião e esquecendo o verdadeiro sentido da Páscoa para vender, os ovos de chocolate vão perdendo cada vez mais o seu significado simbólico
A Semana Santa corresponde aos dias mais importantes da religião cristã. É uma consagração de fé, que até hoje é repleta de adoração. A imagem de Jesus crucificado é uma referência, pois consegue traduzir e reunir através de uma intensa figura, a sua paixão pela humanidade. No domingo, depois de morto na sexta-feira pelos romanos, Jesus ressuscita e alcança a vida eterna tornando-se a maior inspiração para os católicos apostólicos romanos. E aproveitando uma carona na data, o comércio busca seus lucros. Não só nesta, mas nos principais marcos religiosos. Os ovos de chocolate estão nos supermercados e até em farmácias para ganhar do verdadeiro significado da data. Segundo a igreja católica, os ovos de chocolates estão perdendo a sua ideia inicial porque o que tem importado é o chocolate que compõe o ovo, e não mais o ovo que a princípio era uma representação do nascimento, logo, da ressurreição de Cristo. Porém o comércio precisa sobreviver e a igreja também luta por manter seus princípios no mundo do capital. O padre da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Luiz Carlos Pintenho, comenta que o comércio aproveita muito das datas religiosas, no entanto, covardemente ele não dá abertura para que muitos fiéis possam comparecer em missas da semana santa, por exemplo, pois estão trabalhando. Pintenho afirma que o significado atual do ovo é meramente comercial.O Frei Rivaldo Vieira, da Igreja Matriz, explica que a Páscoa é a passagem da dor para a ausência da dor, é um momento de comprometimento da vida, do outro, do planeta, enfim, de uma vida nova. O ovo, segundo ele, é uma vida que nasce e isso não está ligado ao materialismo. “O comércio tem uma visão vulgarizada dos símbolos cristãos para poder se sustentar”, aponta. O frei argumenta que em nenhum momento a igreja chama essa ocasião de feriadão, mas sim, uma ocasião onde os fiéis exercem um encontro íntimo consigo mesmos e com Deus. “A sexta-feira não é um feriado, é um velório. É um momento para nos perguntar quem somos, para aonde vamos, de onde viemos, enfim, um momento existencial”, diz.Para Frei Rivaldo, o comprometimento da igreja é reunir esses fiéis nesse momento de meditação a cerca do renascimento de Jesus e o que isso causa na humanidade. “O comércio usa dos próprios símbolos cristãos esvaziando-os para poder vender. E assim também ocorre no natal. O capitalismo é interesseiro e o consumismo está totalmente ligado à violência”, explica o frei. Ele complementa dizendo que o consumo é uma coisa programada, que nossas fraquezas são estudadas psicologicamente para que possamos ser manipulados e tudo é pré-estabelecido, esse jogo não é ao acaso. “É muito fácil manipular o povo”, diz. O porquê dos ovos de PáscoaAté o século XV não existiam registros nem costumes ligados à Páscoa, mas popularmente se diz que os primeiros povos a presentear com ovos foram os missionários e os cruzados, na Europa ocidental. Povos medievais pintavam os ovos de vermelho para representar o sangue de Jesus Cristo. Com isso, os cristãos passaram a adotar a ideia, que se tornou uma tradição de sua cultura. O ovo se tornou símbolo da vida em razão da sua capacidade vitalícia. De dentro de uma casquinha tão frágil, recheada de clara e gema, sai um ser vivo. Ao longo dos anos, o ovo passou a ser reconhecido como o princípio da vida, um elemento cristão que representa a ressurreição de Jesus Cristo. O rei da Inglaterra, Eduardo I, passou então a presentear a realeza com ovos banhados a ouro e decorados com pedras preciosas. Curiosamente, as pessoas foram mudando os ovos, dando a eles características mais bonitas e ricas, além de recheios saborosos, para presentear os entes queridos. Somente no século XVII surgiram ovos mais interessantes, como os recheados de chocolate e bombons. A primeira fábrica de chocolates surgiu em 1819, criada por François Louis Cailler. Mas somente no século XX, em 1960, que surgiram os primeiros ovos industrializados, feitos de plástico, também recheados de bombons e chocolates
A Semana Santa corresponde aos dias mais importantes da religião cristã. É uma consagração de fé, que até hoje é repleta de adoração. A imagem de Jesus crucificado é uma referência, pois consegue traduzir e reunir através de uma intensa figura, a sua paixão pela humanidade. No domingo, depois de morto na sexta-feira pelos romanos, Jesus ressuscita e alcança a vida eterna tornando-se a maior inspiração para os católicos apostólicos romanos. E aproveitando uma carona na data, o comércio busca seus lucros. Não só nesta, mas nos principais marcos religiosos. Os ovos de chocolate estão nos supermercados e até em farmácias para ganhar do verdadeiro significado da data. Segundo a igreja católica, os ovos de chocolates estão perdendo a sua ideia inicial porque o que tem importado é o chocolate que compõe o ovo, e não mais o ovo que a princípio era uma representação do nascimento, logo, da ressurreição de Cristo. Porém o comércio precisa sobreviver e a igreja também luta por manter seus princípios no mundo do capital. O padre da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Luiz Carlos Pintenho, comenta que o comércio aproveita muito das datas religiosas, no entanto, covardemente ele não dá abertura para que muitos fiéis possam comparecer em missas da semana santa, por exemplo, pois estão trabalhando. Pintenho afirma que o significado atual do ovo é meramente comercial.O Frei Rivaldo Vieira, da Igreja Matriz, explica que a Páscoa é a passagem da dor para a ausência da dor, é um momento de comprometimento da vida, do outro, do planeta, enfim, de uma vida nova. O ovo, segundo ele, é uma vida que nasce e isso não está ligado ao materialismo. “O comércio tem uma visão vulgarizada dos símbolos cristãos para poder se sustentar”, aponta. O frei argumenta que em nenhum momento a igreja chama essa ocasião de feriadão, mas sim, uma ocasião onde os fiéis exercem um encontro íntimo consigo mesmos e com Deus. “A sexta-feira não é um feriado, é um velório. É um momento para nos perguntar quem somos, para aonde vamos, de onde viemos, enfim, um momento existencial”, diz.Para Frei Rivaldo, o comprometimento da igreja é reunir esses fiéis nesse momento de meditação a cerca do renascimento de Jesus e o que isso causa na humanidade. “O comércio usa dos próprios símbolos cristãos esvaziando-os para poder vender. E assim também ocorre no natal. O capitalismo é interesseiro e o consumismo está totalmente ligado à violência”, explica o frei. Ele complementa dizendo que o consumo é uma coisa programada, que nossas fraquezas são estudadas psicologicamente para que possamos ser manipulados e tudo é pré-estabelecido, esse jogo não é ao acaso. “É muito fácil manipular o povo”, diz. O porquê dos ovos de PáscoaAté o século XV não existiam registros nem costumes ligados à Páscoa, mas popularmente se diz que os primeiros povos a presentear com ovos foram os missionários e os cruzados, na Europa ocidental. Povos medievais pintavam os ovos de vermelho para representar o sangue de Jesus Cristo. Com isso, os cristãos passaram a adotar a ideia, que se tornou uma tradição de sua cultura. O ovo se tornou símbolo da vida em razão da sua capacidade vitalícia. De dentro de uma casquinha tão frágil, recheada de clara e gema, sai um ser vivo. Ao longo dos anos, o ovo passou a ser reconhecido como o princípio da vida, um elemento cristão que representa a ressurreição de Jesus Cristo. O rei da Inglaterra, Eduardo I, passou então a presentear a realeza com ovos banhados a ouro e decorados com pedras preciosas. Curiosamente, as pessoas foram mudando os ovos, dando a eles características mais bonitas e ricas, além de recheios saborosos, para presentear os entes queridos. Somente no século XVII surgiram ovos mais interessantes, como os recheados de chocolate e bombons. A primeira fábrica de chocolates surgiu em 1819, criada por François Louis Cailler. Mas somente no século XX, em 1960, que surgiram os primeiros ovos industrializados, feitos de plástico, também recheados de bombons e chocolates
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