Edson Alves Delfino deverá ficar na ala dos evangélicos da Penitenciária Central do Estado (antiga Pascoal Ramos) para onde foi levado na madrugada do último sábado. Desde que foi autuado em flagrante pelo assassinato e atentado violento ao pudor do menor Kaytto Pinto, ele está preso na cela de isolamento, conhecida como “seguro”, onde deve permanecer por mais alguns dias, segundo informação de fonte da Superintendência do Sistema Prisional. De acordo com agentes prisionais, foi na ala evangélica que o pedreiro cumpriu nove anos da pena de 45 anos a que foi condenado por prática de crime semelhante ao que vitimou Kaytto. “A tendência é ele permanecer lá ainda por algum tempo, porque não se sabe se poderá ter convivência pacífica com os demais presos. Ele deverá ficar isolado inicialmente e depois ser levado para um local mais seguro, que é a ala evangélica”, explicou um agente. Para o delegado Antônio Carlos Garcia, que participou da prisão do pedreiro, Edson tem todas as características de um psicopata e pode ter abusado sexualmente de outras vítimas. “Trata-se de um psicopata que está há seis meses na rua. E a tara dele é por crianças”. Segundo a declaração de policiais do setor de desaparecidos da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), não há casos de garotos desaparecidos, ou que ainda não retornaram para casa. Mas os policiais não descartam a hipótese de que o pedreiro tenha cometido outros crimes semelhantes. A identificação de novas vítimas é difícil, pelas próprias características do crime. “O estupro por si próprio é complicado porque em muitos casos a vítima resiste em registrar queixa. Em relação a meninos, é pior ainda. “Pode ser que com a prisão dele, alguma vítima o reconheça e procure a polícia”, observou o delegado. Policiais da DHPP lembraram que outro rapaz com tara por garotos foi preso recentemente. Trata-se de Wanderson Costa da Silva, de 24 anos, acusado de violentar sexualmente um menino de 13 anos na semana passada no Bairro Alvorada. Outros dois meninos, vítimas de tentativas ocorridas dias antes, o reconheceram. Conforme o relato de policiais da DHPP, o que distingue a forma de agir de Edson para Wanderson é o fato deste não ter matado sua vítima. “O que há em comum é que ambos violentaram sexualmente as suas vítimas”, explicou um policial plantonista. INVESTIGAÇÕES CONCLUSAS - O delegado Márcio Pieroni, responsável pelo inquérito da morte de Kaytto, deverá concluir os trabalhos no início da próxima semana. O delegado tem a confissão do autor, o reconhecimento de testemunhas que viram o pedreiro levá-lo na garupa da motocicleta e do irmão de Edson. O delegado deverá ouvir nos próximos dias o pai de Kaytto, o contador Jorgemar Luiz Pinto.
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