
Na semana passada a Rede Globo comunicou aos publicitários e a comunidade cristã-evangélica nos Estados Unidos que a partir de 1o de abril, não mais aceitará publicidade de igrejas, principalmente aquelas que mostram horários de cultos e atividades.
Foi o suficiente para que líderes, pastores, ministros e radialistas cristãos iniciassem um movimento gritando que a igreja brasileira na América está sendo vítima de discriminação por parte da Rede Globo.
A notícia pegou de surpresa a todos e logo acaloradas listas de discussões entupiram os e-mails de muita gente, e nos dias subsequentes estavam sendo discutidos nos programas de rádio com ouvintes dizendo que iriam começar uma guerra santa contra a emissora do plim plim.
E-mails e mensagens mal-criadas foram enviadas a sede da empresa nos Estados Unidos e uma funcionária tratou de responder – a quase – todos, desarmando os espíritos mais exaltados.
Pastores e ministros mais afoitos trataram de cancelar suas assinaturas em protesto contra a medida que consideraram arbitrária e houve quem visse no fato uma maquinação maligna do poder das trevas. Só que não é nada disto. A Rede Globo nos Estados Unidos precisa melhorar a sua programação que é diferente da apresentada no Brasil por motivos contratuais, pois programas como o Big Brother Brasil, a Fórmula 1, e algumas competições esportivas não podem ser transmitidas para o exterior, dai a repetição de muitos programas.
Há também o mercado publicitário brasileiro nos Estados Unidos que é totalmente diferenciado do brasileiro, a começar pelas propagandas exibidas que nem de longe tem o padrão global de exigência cumprido. Aliás, algumas propagandas brasileiras parecem ter sido feitas por algum principiante tal o grau de precariedade que são feitas. São spots publicitários que jamais seriam aprovados e veiculados pela sede da emissora no Brasil.
Sem contar os preços infinitamentes mais acessíveis aqui, que permitem que empresas de diversos ramos e principalmente igrejas e comunidades cristãs apareçam na telinha da Globo, dando visibilidade e as vezes suprindo um ou outro ego, digamos, mais exacerbado.
Só que a farra tem data marcada para acabar e a atitude da rede Globo deve ser interpretada unicamente como uma mera prática comercial seletiva, pois a empresa não veicula nenhum tipo de propaganda de bebidas alcoólicas e de cigarros.
E a exemplo da sua prática no Brasil, não vai mais veicular nenhum tipo de publicidade religiosa. É interessante notar que a Rede Record – principal concorrente da Globo no mercado brasileiro na América não veicula publicidade de igrejas, a não ser da Igreja Universal, e nem por isto é acusada de discriminação.
A realidade é que parte da liderança cristã-evangélica brasileira nos Estados Unidos deu mais uma demonstração de imaturidade e insensatez preferindo ver uma conspiração contra o evangelho, quando na realidade o assunto não tinha nada de extraordinário.
A Rede Globo não é o único e nem o mais eficiente canal de publicidade para as igrejas ou empresas de qualquer ramo. Pode ser sim, o mais visível e o mais caro, mas há outras alternativas interessantes que não são devidamente exploradas.
Ao contrário do episódio da bandeira brasileira que foi pisada por um racista em Marlboro, Massachusetts, onde a lideranca cristã-evangélica pouco se manifestou ou tomou posição – a não ser um ou outro isoladamente, desta vez – e por interesse – as reações foram imediatas, mas efêmeras, talvez por verem que o seu principal argumento – o da cruzada global contra o cristianismo e contra o bem, é apenas uma atitude comercial coerente e oportuna. Nada além disto.
Foi o suficiente para que líderes, pastores, ministros e radialistas cristãos iniciassem um movimento gritando que a igreja brasileira na América está sendo vítima de discriminação por parte da Rede Globo.
A notícia pegou de surpresa a todos e logo acaloradas listas de discussões entupiram os e-mails de muita gente, e nos dias subsequentes estavam sendo discutidos nos programas de rádio com ouvintes dizendo que iriam começar uma guerra santa contra a emissora do plim plim.
E-mails e mensagens mal-criadas foram enviadas a sede da empresa nos Estados Unidos e uma funcionária tratou de responder – a quase – todos, desarmando os espíritos mais exaltados.
Pastores e ministros mais afoitos trataram de cancelar suas assinaturas em protesto contra a medida que consideraram arbitrária e houve quem visse no fato uma maquinação maligna do poder das trevas. Só que não é nada disto. A Rede Globo nos Estados Unidos precisa melhorar a sua programação que é diferente da apresentada no Brasil por motivos contratuais, pois programas como o Big Brother Brasil, a Fórmula 1, e algumas competições esportivas não podem ser transmitidas para o exterior, dai a repetição de muitos programas.
Há também o mercado publicitário brasileiro nos Estados Unidos que é totalmente diferenciado do brasileiro, a começar pelas propagandas exibidas que nem de longe tem o padrão global de exigência cumprido. Aliás, algumas propagandas brasileiras parecem ter sido feitas por algum principiante tal o grau de precariedade que são feitas. São spots publicitários que jamais seriam aprovados e veiculados pela sede da emissora no Brasil.
Sem contar os preços infinitamentes mais acessíveis aqui, que permitem que empresas de diversos ramos e principalmente igrejas e comunidades cristãs apareçam na telinha da Globo, dando visibilidade e as vezes suprindo um ou outro ego, digamos, mais exacerbado.
Só que a farra tem data marcada para acabar e a atitude da rede Globo deve ser interpretada unicamente como uma mera prática comercial seletiva, pois a empresa não veicula nenhum tipo de propaganda de bebidas alcoólicas e de cigarros.
E a exemplo da sua prática no Brasil, não vai mais veicular nenhum tipo de publicidade religiosa. É interessante notar que a Rede Record – principal concorrente da Globo no mercado brasileiro na América não veicula publicidade de igrejas, a não ser da Igreja Universal, e nem por isto é acusada de discriminação.
A realidade é que parte da liderança cristã-evangélica brasileira nos Estados Unidos deu mais uma demonstração de imaturidade e insensatez preferindo ver uma conspiração contra o evangelho, quando na realidade o assunto não tinha nada de extraordinário.
A Rede Globo não é o único e nem o mais eficiente canal de publicidade para as igrejas ou empresas de qualquer ramo. Pode ser sim, o mais visível e o mais caro, mas há outras alternativas interessantes que não são devidamente exploradas.
Ao contrário do episódio da bandeira brasileira que foi pisada por um racista em Marlboro, Massachusetts, onde a lideranca cristã-evangélica pouco se manifestou ou tomou posição – a não ser um ou outro isoladamente, desta vez – e por interesse – as reações foram imediatas, mas efêmeras, talvez por verem que o seu principal argumento – o da cruzada global contra o cristianismo e contra o bem, é apenas uma atitude comercial coerente e oportuna. Nada além disto.
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