Igreja Evangelica Jesus Cristo é o Senhor: Março 2009

terça-feira, 31 de março de 2009

Cinco missionárias são expulsas do país por evangelizar

MARROCOS (40º) - Cinco missionárias européias foram expulsas do Marrocos por tentar converter muçulmanos nativos ao cristianismo. As cinco mulheres foram colocadas em um barco e enviadas para a Espanha – o país de origem de quatro delas. A outra é alemã. O Marrocos se orgulha de sua tolerância religiosa, mas além desse fato, também tem pressionado muçulmanos xiitas nas últimas semanas. É contra a Lei tentar converter muçulmanos marroquinos a outras religiões, e o ministro de assuntos internos disse que as cinco missionárias foram presas em flagrante. Foram encontradas gravações em árabe com registros de quando a polícia invadiu a reunião em que elas estavam, descrita como evangélica. Nos últimos anos, cristãos foram condenados por organizarem reuniões religiosas ilegais e ofensas parecidas na Argélia. Os grupos de direitos humanos protestaram contra as últimas séries de acontecimentos promovendo a forma xiita do islã. O Marrocos é praticamente todo sunita. O reino cortou as relações diplomáticas com o Irã no início desse mês, e acusou a embaixada iraniana de tentar converter marroquinos em xiitas. Uma escola foi fechada e há relatos de livros e CDs que foram confiscados. As autoridades marroquinas estão inflexíveis, afirmando que não há nenhuma ligação entre esses acontecimentos e a expulsão das cinco cristãs, mas uma fonte afirmam que isso não está convencendo a todos.

Bispo é preso por apresentar novas ideias

CHINA (12º) - O bispo Julius Jia Zhiguo, de Zhending (Hebei), foi preso essa semana e levado para um local desconhecido. A prisão aconteceu simultaneamente à reunião da comissão vaticana de igrejas na China. Cinco policiais e dois veículos apareceram em frente à casa do bispo e o levaram para um local desconhecido. Jia, 74, sofre de vários distúrbios devido suas prisões anteriores e sua idade, e os fieis da diocese estão preocupados que esta nova prisão possa por sua vida em perigo. Durante anos, Jia enfrentou prisões e isolamento, pois a polícia o mantinha longe de sua comunidade por meses. Nesses períodos, tentaram doutriná-lo nas regras religiosas do partido, e forçá-lo a se juntar à Patriotic Association (Associação pelo patriotismo). Nesse momento, os motivos são ainda mais sérios, e batem de frente com a tentativa de reconciliar as igrejas registradas e não-registradas em Hebei, região com a maior concentração de católicos. Meses atrás, Jang Taoran, o bispo de Shijiazhuang (Hebei), se reconciliou com a Santa Sé, e concordou – sob as orientações do Vaticano – trabalhar com o bispo Jia Zhiguo, como seu bispo auxiliar. No entanto, Jia seria um bispo comum, enquanto trabalhasse com a igreja não-registrada e sem reconhecimento do governo. Os dois bispos se encontravam com regularidade, e começaram a construir um plano pastoral em comum. Mas assim que a Patriotic Association soube desses sinais de reconciliação, ordenou que os bispos parassem de se encontrar, e os colocou sob vigilância 24 horas por dia. De acordo com fontes locais, a polícia disse para o bispo Jia Zhiguo que “Essa unidade [entre os dois bispos] é ruim porque é desejada por um poder estrangeiro como o Vaticano. Se deve haver união, que seja através do governo e da Patriotic Association. Quando o bispo Jia se recusou a fazer parte dessa associação, a polícia começou a rir, dizendo que o governo colocará outro bispo em seu lugar, e que é “hora de ele se aposentar, já que está tão doente”.A reunião da comissão vaticana de igrejas na China, que terminará essa semana, pretendia discutir as questões como a incompatibilidade entre os ideais da Associação e os da Igreja católica.

Funcionário é suspenso por falar de Deus



INGLATERRA - Um funcionário de um escritório em Londres foi suspenso do trabalho por quase dois meses por encorajar uma sem-teto com uma doença incurável a procurar ajuda em Deus, depois que os médicos disseram a ela para desistir. De acordo com o Centro Cristão Legal (CLC em inglês), Duke Amachree, 53, funcionário do escritório de prevenção à falta de moradia há mais de 18 anos, foi suspenso em 28 de janeiro por falar de sua fé com um cliente. Em uma entrevista investigativa no final de março, ele recebeu a ordem de não falar sobre religião no trabalho. A CLC disse que além de terem dito para que ele “nunca fale sobre Deus”, também afirmaram que ele não pode nem dizer “Deus te abençoe”. Amachree, membro da Igreja World Evangelism em Londres, foi intimado para um interrogatório como resultado de reclamações feitas por alguém do público. Michael Phillips, advogado que trabalha junto ao CLC, disse: “Em 26 de janeiro, Amachree conheceu uma cliente que seria retirada de sua casa porque o senhorio queria vender a propriedade. Os médicos disseram que ela tinha uma doença incurável, e que por isso só poderia trabalhar meio turno”. “Durante a conversa, Amachree perguntou para a senhora por que acreditava que suas condições eram incuráveis, e com coragem, comentou que algumas vezes os médicos não têm todas as respostas. Ele estava tão preocupado com o desespero e a falta de esperança da senhora, que sugeriu que ela colocasse sua confiança em Deus. No entanto, a mulher explicou que já havia tentado a religião, e que por não ter nenhuma fé, estava satisfeita com o que os médicos disseram, e pronta para seguir em frente. Ela sorriu, agradeceu e foi embora.” O CLC afirma que dois dias depois, entregaram uma carta para o senhor Amachree, informando que uma cliente (a senhora) tinha feito sérias acusações contra ele, e por isso, foi suspenso. O senhor Phillips, que estava presente na reunião, acrescentou: “Em 17 de março, os funcionários de Amachree disseram que ‘Deus deveria ser mantido do lado de fora do ambiente de trabalho’. Ele foi acusado de ultrapassar os limites”. Amachree está processando o escritório. Ele alega que a decisão de suspendê-lo “privatiza” a fé cristã e vai contra os direitos humanos. Os advogados aguardam o resultado da investigação.

Três cristãos são proibidos de cultuar e podem ser presos

Após declarar três cristãos iranianos culpados por cooperar com “movimentos anti-governistas”, um tribunal em Shiraz ordenou que os cristãos encerrem suas atividades cristãs e parem de propagar sua fé. Um tribunal islâmico revolucionário entregou uma sentença de prisão para Seyed Allaedin Hussein, Homayoon Shokouhi e Seyed Amir Hussein Bob-Annari. O juiz disse que iria reforçar a pena e julgá-los como “apóstatas”, ou como aqueles que deixam o islã, se eles violassem os termos de sua condicional – incluindo o contato de um com o outro. Um novo código penal em consideração no Irã inclui um projeto de lei que pede pena de morte para a apostasia. “O alerta dado a eles de que serão ‘presos e julgados como apóstatas’ se continuarem com as atividades cristãs é bem assustador”, disse um analista regional que pediu anonimato. O tribunal revolucionário islâmico foi criado após a revolução de 1979 para perseguir os suspeitos de destituir o regime islâmico. Fontes afirmam que as ligações entre os acusados e essas organizações são tênues. Os três homens foram presos em 11 de maio de 2008 no aeroporto de Shiraz, quando iam para um seminário cristão sobre casamento em Dubai. De acordo com uma reportagem da FCNN, os familiares dos três homens evitaram prestar queixas formais e concordaram com os termos de soltura, incluindo o pagamento de uma grande quantia. Os detalhes do termo são desconhecidos. A condenação dos três convertidos dá continuidade a mais de 50 prisões de cristãos registradas somente em 2008. A recente repressão do governo inclui instituições cristãs que ministram na pequena comunidade étnica cristã. Em 19 de março, Yonathan Betkolia, membro do parlamento assírio, anunciou que por uma ordem do tribunal revolucionário islâmico, uma igreja pentecostal em Tehran seria fechada porque oferece cultos na língua farsi, frequentados por convertidos do islã. Estima-se que o número de cristãos assírios no país está entre 10.000 e 20.000, e cristãos armênios no Irã estão entre 110.000 e 300.000. “O fechamento dessa igreja é claramente uma violação dos direitos humanos, porque o direito de mudar de religião e o direito de expressão estão sendo atingidos pelo partido revolucionário islâmico.”

Igreja sofre novas ameaças de grupo radical

Por meio das ações institucionais da Portas Abertas Internacional, a Igreja Cristã Batista Jacarta (GKBJ) em Tangerang foi reaberta em junho de 2008. Em novembro do mesmo ano, os mais de 70 membros – incluindo crianças – mudaram para um novo local, para continuar a cultuar normalmente. Desde então, a igreja tem experimentado uma boa convivência com o Islamic Defenders Front (FPI), grupo que se opunha a eles anteriormente. sobre esse caso.Infelizmente a paz durou pouco. No domingo, dia 22 de março, mais de 100 membros do Hizbut Tahrir (grupo muçulmano considerado radical), se reuniram em frente às dependências da igreja. Eles distribuíram folhetos aos vizinhos e transeuntes para “alertá-los” sobre a tentativa da igreja de convertê-los. Também exigiram que a igreja fosse fechada. Durante essa semana, o FPI irá negociar com o Hizbut Tahrir em nome da igreja. “Por favor, orem para que a reunião seja bem-sucedida, para que a congregação fique tranquila e para que a situação volte ao normal”, pediu o pastor Bedali Hulu. “Eu acredito que o Senhor permite que passemos por provas para que nos aproximemos dele.” Pedidos de oração • Ore pela igreja Cristã Batista Jacarta (GKBJ). Peça ao Senhor que mova os corações de todas as partes envolvidas na reunião com o FPI, e para que resolvam a situação o mais rápido possível. • Ore pelos pastores e membros da igrejas, para que não desanimem, mas permaneçam firmes em sua fé de que Deus vai interferir em favor deles.

A Igreja Perseguida no Irã

Irã é o nome atual da antiga Pérsia, que foi cenário de muitas histórias bíblicas. Entre elas encontram-se a história de Daniel na cova dos leões, a luta de Ester e Mardoqueu para salvar o povo judeu, e o serviço de Neemias ao rei. O Irã é uma grande nação estrategicamente localizada no Oriente Médio. Seu território é formado por platôs desérticos cercados de montanhas. Os persas, principal etnia do Irã, compõem apenas metade da população de 65 milhões. O restante da população se divide entre os grupos: árabe, azeri, baluche, curdo, gilaki, lur, mazandarani e turcomano. São faladas 77 línguas no país. A história do Irã inicia-se em tempos bastante remotos. No século VI a.C., Ciro, o Grande, unificou os exércitos dos medos e dos persas para formar o Império Persa, um dos maiores impérios que o mundo conheceu. O rei Dario continuou a expansão do império e alcançou a cordilheira do Hindu Kush, na atual fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Mais tarde, Alexandre, o Grande, sobrepujou o Império Persa e o anexou a seu próprio império. Mas, ao morrer, seu domínio foi dividido entre seus quatro generais. O Império Alexandrino foi sucedido pelo Império Sassânida, que restaurou a cultura iraniana e governou até 640, quando foi derrotado pelos árabes. Durante as dissidências e divisões ocorridas nos anos posteriores a Maomé, o Irã tornou-se intimamente associado ao islamismo xiita. Em 1200, uma esmagadora invasão dos exércitos mongóis devastou o país. O Irã mal havia se recuperado deste golpe quando os exércitos de Tamerlão avançaram sobre o território persa e conquistaram cidades como Shiraz e Esfahan, ainda que mais lentamente do que a primeira invasão mongol. A dinastia Safávida chegou ao poder em 1501, após a desintegração do Império de Tamerlão, e governou até 1722, quando foi derrubada por uma efêmera invasão afegã. Em 1796, a dinastia Kajar chegou ao poder e governou até o início do século XX. Na história mais recente, o xá Reza Pahlevi assumiu o poder em 1962 e iniciou uma série de reformas visando à modernização do país. Suas mudanças levaram as alas conservadoras a tomar-lhe o poder. O aiatolá Khomeini assumiu o governo em 1979, derrubando a monarquia e obrigando o xá ao exílio. Foi estabelecido um sistema teocrático de governo pelas forças clericais conservadoras. Esse sistema dava o poder religioso à autoridade, que passava a ser conhecida como o Líder Supremo. Após a morte de Khomeini, em 1989, o novo governo procurou manter-se teocrático, ao mesmo tempo em que procurava uma postura mais moderada. A economia iraniana é baseada no petróleo, que garante 85% da receita do país. Embora o Irã tenha se desenvolvido de forma significativa, grande parte do progresso foi perdido nas décadas seguintes à revolução de 1979, e o crescimento da economia tem sido moderado. A bem-educada população do Irã, a insuficiência econômica e a falta de investimento no país por parte do governo e de investidores estrangeiros têm levado a população a buscar empregos em outros países. Em anos recentes, o Irã tem adotado uma postura mais moderada e menos oposicionista ao Ocidente. No entanto, apesar dessa abertura, o país continua fechado e mantém uma força policial secreta para exterminar qualquer oposição sem qualquer preocupação com os direitos humanos. O governo iraniano encontra-se bastante empenhado em se tornar uma influência sobre a Ásia Central e, por isso, encara a Turquia como rival. A religião oficial do país é o islamismo, e os xiitas são a maioria. Existem pequenas minorias de bahaístas, judeus e cristãos. A Igrejavoltar ao topo A Igreja está presente no país desde épocas remotas, como do Velho Testamento. Mas, depois da chegada do islamismo no Irã, ela começou a sofrer opressão. Depois da Revolução Islâmica, em 1979, a situação da Igreja mudou drasticamente, resultando na queda do número de cristãos nas igrejas oficiais, principalmente por causa da emigração para outros países. A maioria dos cristãos é de origem armênia ortodoxa, mas há também alguns milhares de protestantes e católicos romanos. Quase todos vieram de famílias cristãs. Não se sabe exatamente o total de ex-muçulmanos. No geral, a Igreja tem crescido, e de forma estruturada, organizando os cristãos em congregações ou células.A Perseguiçãovoltar ao topo Embora os direitos de cristãos, judeus e zoroástricos sejam assegurados pela Constituição, na prática, todos são vítimas de retaliação e perseguição. As restrições e a perseguição ao cristianismo têm se multiplicado rapidamente nos últimos anos. O governo do Irã está consciente do desdobramento da Igreja nas últimas décadas. Ele tem procurado impedir e tornar impossível o crescimento dos cristãos. É permitido que igrejas ligadas a pequenos grupos étnicos, como os armênios e os assírios, ensinem a Bíblia ao seu próprio povo e em sua língua. No entanto, essas igrejas são proibidas de ministrar aos muçulmanos do grupo persa. Muitas igrejas recebem visitantes durante seus cultos, mas os cultos são monitorados pela polícia secreta. Cristãos ativos sofrem pressão. São interrogados, detidos e, às vezes, presos e agredidos. Casos mais críticos envolvem até a execução. Os muçulmanos que se convertem ao cristianismo são rotineiramente interrogados e espancados. Além disso, acredita-se que muitos homicídios não esclarecidos são praticados por radicais que freqüentemente ameaçam os cristãos de morte. Além da violência exercida pelas autoridades, os cristãos são também oprimidos pela sociedade. Eles têm dificuldade em achar e manter um emprego, pois são facilmente demitidos quando se descobre que são cristãos. Aqueles que começam um negócio próprio têm problemas em fazer a clientela. Para esses cristãos, é difícil ganhar dinheiro. Oitenta líderes da Assembléia de Deus do Irã reuniram-se para sua conferência geral anual em Karaj, quando a polícia encheu o lugar, que é propriedade da igreja, na manhã de 9 de setembro de 2003. Todos tiveram os olhos vendados e foram levados para tirarem suas digitais e serem interrogados. Apesar de a maioria ter sido libertada pela tarde, os dez pastores que estavam entre eles foram mantidos para interrogatórios por quatro dias. Quando os outros pastores foram soltos separadamente mais tarde, no dia 12 de setembro, foram estritamente alertados a não entrarem em contato com nenhum membro da igreja. Três dias depois, eles notaram a falta do pastor Hamid. Hamid Pourmand era ex-militar que se tornou pastor. Mesmo passados 25 anos de sua conversão, ele enfrentou um julgamento que poderia levá-lo à execução por deixar a fé muçulmana. Hamid foi acusado e condenado por "enganar" as forças armadas em relação a sua fé, apesar de ter apresentado uma evidência escrita de que seus superiores estavam plenamente cientes de sua conversão ao cristianismo. Sentenciado a três anos de cadeia, o ex-coronel foi dispensado de forma desonrosa do exército e privado de seus benefícios e pensão militar. Sua esposa e filhos, que ficaram sem sustento, tiveram de sair da casa em que viviam. Seus carcereiros repetidamente lhe mostravam pavilhões de execução na prisão e diziam que logo ele seria enforcado ali se não renunciasse sua fé em Cristo e não voltasse ao islamismo. Certa ocasião lhe foi dado um papel e lhe foi dito para que escrevesse suas últimas observações. "Vamos pegar e enforcar você", os guardas declararam. Numa tentativa de exaurir Hamid emocionalmente e forçá-lo a negar sua fé, seus carcereiros mentiram diversas vezes afirmando que sua esposa e filhos estavam detidos também e eram maltratados por causa dele. Mas, em uma audiência no dia 28 de maio de 2005, a corte islâmica julgou Hamid inocente, declarando que ele não tinha feito "nada errado" sob a lei islâmica. As autoridades prisionais de Teerã, de forma bastante discreta, mandaram o cristão Hamid Poumand para casa informando que ele não precisaria cumprir os 14 meses restantes de sua sentença de 3 anos. Depois da libertação, em 20 de julho de 2005, o pastor Hamid foi avisado de que freqüentar cultos poderia fazer com que sua ordem de libertação fosse revogada e ele seria mandado de volta para cumprir o restante da pena.Motivos de Oraçãovoltar ao O crescimento traz novos membros para a Igreja, mas também gera mais perseguição. Louve a Deus pelos milhares de cristãos iranianos. Ore para que a Igreja iraniana seja capaz de encontrar meios discretos e criativos para testemunhar. 2. Os líderes da Igreja têm sido duramente perseguidos. Ore pedindo proteção para os cristãos iranianos, em especial para os líderes, vítimas de severa perseguição no passado. Muitos deles foram mortos e outros vivem acuados pelo medo. 3. Muitos mártires cristãos eram chefes de família. Ore por suas viúvas, que têm de cuidar dos filhos com poucos recursos. 4. A Igreja vê a modernização com esperança. Ore por uma crescente abertura no país que resulte em melhores relações entre muçulmanos e cristãos iranianos. 5. A população tem ouvido o evangelho pela TV. Receptores de TV via satélite são muito difundidos. Ore para que as transmissões via satélite, que varrem o território iraniano, resultem em muitos frutos. 6. Muitas minorias ainda não foram alcançadas pelo evangelho. Ore pelas equipes de missionários que escolheram trabalhar com esses grupos. Ore também para que igreja iraniana desenvolva uma visão missionária por essas minorias.

Donos de blog cristão são sequestrados

Dois novos convertidos cristãos foram presos em uma falsa reunião realizada em uma igreja clandestina, e ninguém tem notícias sobre eles. De acordo com informações recebidas, um cristão de 30 anos chamado Mazaher R., que mantinha um blog para evangelização pela internet conheceu um homem morador de Isfahan e que se apresentou como pastor Reza. Esse homem, pastor Reza, convidou o cristão para encontrá-lo para se conhecerem melhor. O irmão Mazaher, junto com sua irmã e outro cristão chamado Hamed S, foram ao encontro de Reza em 22 de fevereiro. Os três encontraram Reza e uma mulher chamada Maria, apresentada como sua esposa. Depois de conversarem um pouco, Reza convidou os três cristãos para acompanhá-lo em uma reunião de oração clandestina, onde ele batizaria um novo convertido. Depois de uma longa viagem até o local, esse “suposto” pastor afirmou que o prédio em que estavam era o templo da igreja. Quando entraram, os três cristãos foram atacados, vendados, algemados e levados por policiais à paisana. No dia seguinte ao incidente, outros policiais invadiram a casa do pai de Mazaher e confiscaram computadores, impressoras e diversos CDs. Fontes afirmam que a irmã de Mazaher, presa junto com os outros dois jovens, foi liberada após ser interrogada, pois descobriram que ela era inocente nos fatos, e não tinha nenhuma ligação ao blog cristão. Os familiares, depois de retornarem ao local da falsa igreja e da prisão, descobriram que a casa estava vazia há muito tempo, e que não havia nenhum homem chamado pastor Reza morando na área. Recentemente, a república islâmica iniciou uma campanha para identificar e encerrar todos os sites não-islâmicos que promovam ensinos cristãos ou divulguem notícias contra o governo ou os direitos humanos. Ore pelos dois cristãos e por seus familiares.

"Sejam fortes e corajosos, todos vocês que esperam no Senhor!"

Temos visto a perseguição religiosa acontecer em diversos níveis, seja através da política, da internet ou de ameaças diretas. Tudo isso faz com que nossos irmãos sejam desafiados a continuar pregando o evangelho de Cristo, sem esmorecer ou desistir. A Bíblia nos ensina que o esperar no Senhor não é, necessariamente, a ausência de atitude, e sim a confiança em saber que o Senhor está ao nosso lado, cuidando de nós, e assim esperarmos pela salvação que virá, lutando com força e coragem. No Irã, dois jovens que mantinham um blog cristão como meio de evangelização foram pegos em uma armadilha e estão desaparecidos. Leia como ocorreu o fato e interceda por esses irmãos.
Uma nova lei restritiva foi aprovada pelo presidente do Tadjiquistão, contra a vontade da população. Essa lei afetará diretamente a liberdade religiosa de cristãos e não-cristãos no país.
A Igreja Cristã Batista Jacarta, na Indonésia, que vem enfrentando diversas ameaças e perseguição nos últimos anos, após um período de paz voltou a ser oprimida. Os membros e a liderança aguardam a resolução do caso. Esses irmãos têm sido fortes e corajosos, enfrentando a perseguição e esperando a ação do Senhor em favor de suas vidas. Nossa oração é para que você tenha a confiança em esperar no Senhor para poder ser forte e corajoso em suas batalhas.Que Deus o encoraje a cada dia,

Igrejas defendem a rejeição de acordo entre Brasil e Vaticano

Contrários ao acordo assinado entre Brasil e Santa Sé em novembro de 2008, igrejas, grupos religiosos, especialistas e deputados pedem a rejeição do texto pelo Congresso Nacional. Religiosos alegam que documento sugere prevalência da fé católica; CNBB nega privilégios e diz que Santa Sé tem acordos com 70 países.Nota: Gilberto Garcia, colunista do portal FolhaGospel, já escreveu quatro artigos na sua coluna Direito Nosso sobre o Novo Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil. Confira aqui.O documento, que levou mais de um ano para ser costurado -era pleiteado pela Igreja Católica havia mais de uma década-, foi assinado no Vaticano durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao papa Bento 16 e deve chegar à Câmara nos próximos dias.Segundo denominações religiosas e até grupos católicos defensores do Estado laico, o documento sugere a prevalência da fé católica sobre as outras e ameaça o ensino leigo em escolas públicas. A falta de discussões públicas sobre o acordo também é alvo de críticas.O Colégio Episcopal da Igreja Metodista fez uma declaração pública pedindo a sua não aprovação, por considerar que ele fere o artigo 19 da Constituição -que veda relações de dependência ou aliança entre a União e igrejas e a "distinção ou preferência entre brasileiros". "Reafirmamos o direito da liberdade religiosa como um dos pilares indispensáveis de uma sociedade democrática", diz a nota.Coordenadora do grupo Católicas pelo Direito de Decidir, Maria José Rosado Nunes lembra que o Brasil nunca precisou assinar acordos semelhantes porque a liberdade religiosa é garantida. "Foi um acordo costurado às escondidas da sociedade", diz. Ela acredita que a redação indica a prevalência de uma religião. Como exemplo, cita o trecho do texto que diz "O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas".A professora ressalta ainda a vantagem da Igreja Católica no ensino religioso em escolas públicas: "Com todo seu poder no campo da educação, ela mobiliza todo seu aparato para fazer do ensino um ensino católico".TímidoO coordenador de Projetos do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP, Francisco Borba Ribeiro Neto, discorda do argumento de que o acordo privilegie a fé católica: "O acordo é até tímido, genérico demais".Ribeiro diz que a todo o momento o texto reforça que os tópicos estão sob leis brasileiras -"o acordo não faz nada além de normatizar o que já existe"- e cita a peculiaridade da Igreja Católica de ter se constituído como Estado autônomo: "É um acordo entre Estados".O antropólogo Emerson Giumbelli, professor da UFRJ, cita exemplos em que o texto vai além da ratificação. São os artigos que tratam da anulação de casamentos religiosos, o não vínculo empregatício de sacerdotes e, ao falar do ensino religioso público, aquele que permitiria legislar sobre outras confissões e insinuaria maior pertinência de uma religião."Precisamos de um acordo dessa natureza no Brasil democrático de hoje? Quais seriam os impactos sobre outras confissões em um país que abriga tantas delas e procura hoje tratá-las com igualdade?"Desde a assinatura, a CNBB tem se esforçado para explicar que não há privilégios ou discriminação. "O reconhecimento do Estado laico é um valor", afirma o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. O Vaticano, Estado reconhecido pela ONU, tem tratados desse tipo com cerca de 70 países.Um dos principais objetivos da Igreja Católica é organizar questões jurídicas, inclusive trabalhistas. A Santa Sé reivindicava que não se reconhece vínculo empregatício entre os ministros ordenados: nos últimos anos, houve casos de padres que, ao deixar o sacerdócio, buscavam indenização. O mesmo ocorreu com fiéis que prestavam trabalho voluntário.Pelo menos dois deputados federais foram a público criticar o acordo. Arolde de Oliveira (DEM-RJ), que é ligado à Igreja Batista, afirma que não é uma questão religiosa, mas de respeito à Constituição. Já o deputado federal José Genoino (PT-SP) afirma que suas restrições se baseiam na defesa do Estado laico. Ele quer solicitar audiências públicas no Congresso.Depois da assinatura do acordo, o Ministério das Relações Exteriores enviará o documento para a Casa Civil, que o remeterá à Câmara. Na Comissão de Relações Exteriores, o texto se transformará em Projeto de Decreto Legislativo. Antes de ir a plenário, passará pela Comissão de Constituição e Justiça. Se aprovado na Câmara, tramitará ainda no Senado.

Cristãos pedem que governo do Egito acelere lei sobre construção de templos

As igrejas ortodoxas, católicas e evangélicas do Egito decidiram entrar na campanha lançada por ativistas cristãos e coptas exilados pedindo que o governo acelere o decreto da lei unificada para construção de templos.A campanha, denominada “Getting out of the dark tunnel” (Saindo do túnel escuro), emitiu uma declaração conjunta convocando todos os apoiadores para retirar a comunidade de conflitos étnicos e religiosos para obter completa cidadania.Os líderes da campanha dizem que ela foi lançada após o acidente em uma igreja católica, no qual quatro casas vizinhas desmoronaram e oito pessoas morreram devido o atraso nas restaurações dos prédios.O bispo Morcos, chefe do comitê de mídia da igreja, demonstrou surpresa quanto ao atraso no decreto da lei unificada para construção de templos. Ele disse: “Essa lei coloca os cidadãos na mesma base e reflete a seriedade do Estado ao implementar o Artigo 1 da Constituição.”A igreja não sabe o motivo de a lei não ter sido discutida na Assembleia popular, principalmente porque havia representantes dela entre aqueles que prepararam a lei de direitos humanos.Ikram Lamei, representante das igrejas evangélicas compartilha do ponto de vista de Morcos e diz: “Essa lei resolverá muitos problemas. Em primeiro lugar, terminará com o sectarismo em casos de igrejas construídas sem licença”.O porta-voz da igreja católica Rafiq Gresh, disse que a igreja pede essa lei há mais de três anos. Sempre que havia uma reunião com os oficiais do Estado, era pedido para que a lei fosse acelerada.Essa lei é importante porque acabaria com o decreto Hamayouni de estabelecimento de igrejas. Esse decreto é responsável por todas as revoltas sectárias que mancham a reputação dos egípcios no exterior.

Lei anticonversão a ser considerada em Karnataka, na Índia

O governo nacionalista hindu em Karnataka, que registrou o segundo maior número de ataques contra cristãos no último ano, está planejando introduzir um tipo de lei “anticonversão” com o pretexto de parar a violência de anticristãos em outros estados.Leis semelhantes são designadas para impedir conversões à força ou fraudulentas, mas, elas são desentendimentos populares como conversões criminalizadas em geral. Comentários de autoridades públicas às vezes reforçam essa ideia equivocada: a constituição da Índia fornece liberdade, mas, o ministro da justiça, lei e direitos humanos de Karnataka, S. Suresh Kumar disse que o governo do estado “está estabelecido para moldar uma lei anticonversão, enquanto hindus inocentes são convertidos a outras religiões”.“Pobres e incultos hindus estão se tornando vítimas de falsas propagandas contra o hinduísmo, e nosso governo está planejando representar uma lei após estudar projetos de leis similares a atos anticonversão de vários outros estados”, disse o ministro BJP na Organiser, publicação oficial dos hindus extremistas, Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS), o mentor ideológico da BJP.Leis anticonversões estão em vigor em cinco estados - Orissa, Madhya Pradesh, Chhattisgarh, Himachal Pradesh e Gujarat – e suas implementações são esperada nos estados de Arunachal Pradesh e Rajasthan. Cinicamente nomeada de “Liberdade de atos religiosos”, a lei procura conter as conversões religiosas feitas “à força ou com fraude”, mas, o grupo de direitos humanos disse que eles obstruem conversões de nacionalistas hindus, convocados para perseguir cristãos com falsas prisões temporárias e encarceramentos. Numerosos casos contra cristãos têm sido arquivados sob várias leis de anticonversão, principalmente em Madhya Pradesh, Chhattisgarh e Orissa, mas nenhum foi condenado em mais de quatro décadas desde que as leis foram implantadas.O Dr. Sajan K. George, presidente nacional da base do Conselho Global de Cristãos Indianos (GCIC – sigla em Inglês), expressou angústia à respeito dos planos comunicados para introduzir a lei que tem história de abusos por hindus extremistas nacionalistas. Ele também demonstrou sua preocupação com a negligência do governo na perseguição de todos que tinham atacado os cristãos.“Infelizmente, 2008 mostrou o pior tipo de regressão na nossa sociedade, como a igreja na Índia experimentou uma onda de violência e perseguição sem precedentes desde a origem do cristianismo na Índia há 2.000 anos”, disse Dr. George, referindo-se a um aumento repentino de ataques de anticristãos em vários estados da Índia, principalmente em Karnataka e ao leste do estado de Orissa, no último semestre do ano.Com o BJP formando um governo próprio no último ano, há um temor dentro da comunidade cristã que esta perseguição possa crescer ainda mais, ele disse.“Karnataka registrou pelo menos 112 ataques, ao longo dos 29 estados em 2008”, e pelo menos mais 10 incidentes semelhantes foram registrados este ano, disse Dr. George. O número de cristãos é pouco mais que 1 milhão dos 52.8 milhões da população de Karnataka.Entre os distritos mais tensos em Karnataka estão: Mangalore, Bangalore e Davangere, de acordo com o Dr. George. Os distritos de Chikmagalur, Chitradurga, Belgaum, Tumkur, Udupi, Shimoga, Dharwad e Kodagu são também potencialmente instáveis, ele disse. O GCIC registrou que em 11 de janeiro, hindus extremistas nacionalistas invadiram as casas de cristãos convertidos em Amrthmahal Kavalu, região próxima à cidade de Tiptur no distrito de Karnataka Tumkur, agrediram verbalmente quatro cristãos e queimaram suas bíblias. Os nove hindus ameaçaram colocar fogo na casa se os cristãos continuassem a cultuar no Calvary Gospel Centre.Além de a violência anticristãos ser justa na mente da população, críticos dizem que a lei anticonversão é lenta e complicada, objetivo para hindus extremistas. No estado de Gujarat, o arcebispo de Gandhinagar, Reverendo Stanislaus Fernandes, e uma organização sem fins lucrativos tem arquivado uma petição no tribunal desafiando um requerimento em Gujarat da lei anticonversão, que o correligionário obtém permissão prévia de um juiz do distrito antes de realizar ou participar de uma cerimônia de conversão. O jornal The Times of India registrou na sexta-feira (27 de fevereiro) que o Juiz M. S. Shah e o Juiz Akil Kureshi aceitaram o caso e emitiram um anúncio ao estado que o governo procura explicações nas objeções levantadas pelos requerentes.“Por forçarem conversões somente por interesse de anúncio público e conhecimento, realmente almejam facilitar e encorajar os religiosos fanáticos a terem a lei em suas mãos para impedir conversões livre e voluntárias”, os advogados dos requerentes protestaram. “Em nome de manter a lei e ordem, o ato irá convidar pessoas para perturbar a lei e ordem.” o advogado acrescentou que almeja principalmente “impedir Dalits e adivasis (povos tribais) de se converterem a outra religião, deste modo, os forçam a permanecerem e se misturarem com o hindu

Harlem Gospel Choir emociona Porto Alegre

Durante quase uma hora e meia (entre 19h15min e 20h40min), o Salão de Atos da UFRGS podia ser confundido com uma das folclóricas igrejas evangélicas dos subúrbios de Nova York. Um dos corais mais famosos do mundo, o Harlem Gospel Choir emocionou os portoalegrenses na noite deste domingo.Em apresentação única na Capital, o grupo cantou 13 músicas. Acompanhado por apenas dois instrumentistas — um baterista e um tecladista, que fazia também o baixo em um dos teclados —, nove cantores fizeram uma apresentação digna dos grandes representantes da música negra americana. Além do tradicional soul, com toques de jazz, blues e rock, teve espaço até para um reggae, no bis.O espetáculo impressiona não somente pelas performances vocais incríveis, mas também pela presença de palco e pelo carisma contagiante de todos os integrantes. Além de cantar, eles dançam, pulam e brincam no palco. A interação com o público, que ocupou quase todo o auditório, foi constante durante todo o evento. Um dos momentos mais emocionantes ocorreu em uma música lenta, quando todos os cantores desceram do palco e cada um foi de encontro a uma pessoa da plateia, cantando um trecho da canção ali mesmo, sem microfone, de mãos dadas com o espectador. Em outra oportunidade, eles convidaram todas as pessoas que quisessem subir no palco e dançar junto com o grupo. — Estou me sentindo em uma igreja de Nova York. Lá nós gostamos de dançar e festejar — disse uma das cantoras, para delírio do público. Quando as músicas mais famosas eram anunciadas, o Salão de Atos quase vinha abaixo. Foi assim nas clássicas, como Amazing Grace — cantada em duas versões, uma tradicional e outra "moderna" —, When All The Saints Go Marching In e Happy Day, esta última anunciada por uma moça da plateia que havia sido chamada ao palco para ganhar um CD do grupo. Foi a segunda vez que Porto Alegre recebeu o coral, originário do Harlem, bairro conhecido como grande centro cultural dos negros americanos. A outra vez que o grupo veio à Capital foi em 2002. A apresentação deste domingo foi uma das últimas desta turnê. O show já passou por Rio de Janeiro (RJ), Goiânia (GO), Juiz de Fora (MG), Campinas (SP), Ribeirão Preto (SP), Santos (SP), Forianópolis (SC) e Pelotas (RS), que recebeu o espetáculo no sábado. O Harlem Gospel Choir canta ainda nesta semana em Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru) e encerra o giro pela América do Sul com outra visita ao Canecão, no Rio de Janeiro.

Sim às células-tronco afasta Obama de evangélicos moderados



correto fazer experimentos com embriões para o benefício da humanidade. A ética cristã, neste caso, funciona de modo igual, oferecendo um compromisso com a dignidade do ser vivo que não pode ser abordado como mais um item de comércio. Não se pode trocar uma vida pela outra. De certo modo, este utilitarismo é o que condenamos na prática do aborto também. Em nossa sociedade quase tudo pode ser trocado por algo que teria um valor supostamente maior, o que é extremamente perigoso.O que me leva ao fim de seu artigo, em que o senhor diz que 'se perdermos estas batalhas', se 'não alcançarmos um caminho do meio' a sociedade norte-americana entrará em um período de grande crise moral. O senhor diria que este poderia ser mais um imenso problema para a administração Obama? A sociedade institucionalizar o que chamamos de aborto on demand, ou seja, pela simples vontade da mulher, nos seis primeiros meses de gravidez, quando e como ela bem entender, é uma coisa. Mas não se respeitar o direito de médicos ou hospitais cristãos de se recusarem a fazer este aborto é outra. O que queremos evitar é uma guerra contra a religião. Não acredito que isso vá acontecer, mas parte de meu artigo foi uma advertência para que o governo proteja o direito de consciência dos profissionais de saúde e das instituições religiosas ou uma grande parcela da sociedade americana vai se sentir atacada por esta administração e isso seria muito, muito, muito ruim.O senhor já vê parte da comunidade evangélica mais moderada votando no Partido Republicano em 2010 por conta das primeiras medidas anunciadas pelo governo Obama? Ainda é cedo para sabermos se já houve esta migração na intenção de votos. Veja bem, 78% dos evangélicos caucasianos votaram em Bush em 2004 e 74% em McCain no ano passado. Então, a maioria seguirá votando na direita. Mas, claramente, houve uma mudança entre os mais novos, e em Estados que decidem o Colégio Eleitoral. O número de votos que o tíquete democrata recebeu entre jovens evangélicos foi o dobro do que recebera em 2004! E aí, sim, há um risco de evangélicos moderados, assim como de católicos centristas, que esperavam posições menos partidárias de Obama, abandonarem o presidente. É preciso que ele mande sinais de que implantará de fato uma política de redução do aborto como disse que faria. Mas ainda é cedo, e não se pode esquecer que há uma profunda crise econômica que afeta muito mais os eleitores neste momento do que os temas culturais e sociais.

Pastor metaleiro troca o Iron Maiden pela palavra de Cristo



Fanático pelos metaleiros desde a década de 1980 até 2005, Marcos Motolo (fotos antes e depois da conversão), 36, diz ter feito 172 tatuagens da banda por todo o corpo e ainda registrou o filho de dez anos como Steve Harris em homenagem ao lendário baixista do grupo. Convertido após uma 'visão', ele diz agora que é capaz de fazer milagres.O autoproclamado fã número 1 do Iron Maiden mora em um sobrado humilde no bairro de Itaquera, zona leste de São Paulo. Fanático pelos metaleiros desde a década de 1980, Marcos Motolo, 36, diz ter feito 172 tatuagens da banda por todo o corpo e, como se o feito não bastasse para provar sua devoção, ainda registrou o filho de dez anos como Steve Harris em homenagem ao lendário baixista do grupo. Mas, da turnê recente do Maiden pelo país - que se encerra nesta terça com um show em Recife -, Motolo conta que não conseguiu ver nenhum show. Estava ocupado demais pregando a palavra de Cristo como pastor evangélico.Personagem do documentário "Flight 666", filme oficial da banda britânica de heavy metal que tem estreia nos cinemas prevista para o mês que vem, o pastor metaleiro não renega o seu passado. Em vez disso, tem usado sua história pessoal para "semear no deserto", ou ainda, "levar a palavra de Deus às pessoas que não estão preocupadas com isso".Em um culto evangélico realizado há dez dias, em Suzano, município da Grande São Paulo, vestindo um terno preto que cobria algumas mas não todas as tatuagens, Motolo intercalava com desenvoltura versículos da Bíblia com a promoção de sua participação no documentário internacional. "Será a primeira vez que a palavra de Cristo vai chegar a países como a China ou a Rússia", prometia entre "glórias" e "aleluias" aos fiéis, muitos dos quais provavelmente jamais haviam ouvido falar de Iron Maiden - muito menos da temática demoníaca de muitas das letras da banda. Convertido há apenas quatro anos, Motolo não vê problemas na mistura do sagrado e do profano. "O interessante é você saber diferenciar cultura de religião. Se a pessoa é evangélica e toca numa banda de rock, ela não precisa parar de tocar. Mesmo que [a banda] fale de Satã. Aquilo é a profissão dela, lá ela é empregada", defendeu o pastor e missionário - termo usado àqueles que não pregam apenas em uma única igreja - em entrevista ao G1 pouco antes do início da pregação."Se a pessoa souber curtir o heavy metal ou qualquer coisa, pode ser até funk ou futebol, sem se envolver em coisas que destruam sua saúde, é bom. Os caras do Iron Maiden, por exemplo, são inteligentes. Eles tocam heavy metal, mas quando o show acaba, eles vão tomar um Gatorade ou um suco. É por isso que estão vivos até hoje. Já o Nirvana fez dois anos de sucesso e o vocalista se matou. Por quê? Porque ele não soube diferenciar a vida particular dele da vida em cima do palco", teoriza. White metalÀ primeira vista pode parecer estranho, mas a aproximação entre o rock pesado e os movimentos cristãos não é novidade. Não fosse pelas letras de louvor a Jesus, a banda australiana de white metal Mortification poderia ser facilmente confundida com o Sepultura. No Brasil, há bandas de rock evangélicas como a Oficina G3 e uma igreja dedicada especialmente a acolher tatuados, roqueiros e surfistas convertidos, a Bola de Neve Church. Até o performático Alice Cooper, um dos pioneiros em levar o horror aos palcos, investiu recentemente parte de seu dinheiro na construção de um centro cristão de reabilitação de jovens na cidade de Phoenix, no Arizona."A maldição só existe quando você acredita nela", defende Motolo, que entre as marcas no corpo tem inscrições de 666 - "o número da Besta" -, diversas versões do monstro Eddie, o mascote do Iron Maiden, e algumas imagens de guerra e mutilação que fariam arrepiar os cabelos de fiéis mais ortodoxos. "Eu não acredito que nada que eu tenha venha me prejudicar de alguma forma. A Bíblia fala que nenhuma condenação existe quando a pessoa encontra Cristo. Por isso que você vê muito ex-matador, ex-traficante ou ex-roqueiro que vira pastor. Semana retrasada um grande líder dos Carecas do Subúrbio [tradicional gangue paulista de neonazistas] voltou para a igreja", afirma. No princípio era o rockFilho de pais religiosos, o pastor diz que nunca havia lido os evangelhos até a sua conversão, em 2005. Como boa parte dos adolescentes brasileiros apaixonados por música nos anos 80, sua bíblia sagrada de então era a revista "Bizz". Foi lá que leu pela primeira vez nomes como Beatles, Raul Seixas, Blitz, RPM e, claro, Iron Maiden. "Eu era criança, mas acabava enrolando meus pais. A 'Bizz' sempre tinha umas coisas mais leves na capa, mas atrás tinha uma página de venda de camisetas com vários desenhos do Iron Maiden, que me chamavam muita atenção. Para mim, o mais bonito era de um single chamado 'Aces high'. Na frente, tinha o Eddie pilotando um avião todo baleado, dilacerado, e atrás estavam outros Eddies, riscados, que já tinham morrido naquele combate", lembra.Depois de ler uma entrevista publicada em 1982, Motolo ficou fissurado pela banda. Passou a gastar toda a mesada comprando os discos em vinil do grupo, que ouvia em uma vitrola portátil. "Eu 'tocava' as músicas do Iron Maiden. Pegava o cabo da vassoura e começava a agitar. Hoje o pessoal faz air guitar, eu tocava guitarra com vassoura!", diverte-se.Pouco depois, fundou um fã-clube chamado Piece of Maiden, que reunia outros fanáticos pela “donzela de ferro” – um dos apelidos pelo qual o Iron Maiden é conhecido. “Ele era completamente alucinado pela banda, uma coisa meio patológica até”, recorda Fernando de Sousa Pinto, ex-editor da revista “Rock Brigade”, uma das primeiras a publicar uma reportagem sobre Motolo. “Também fui fã desde a adolescência, mas nunca imaginei fazer nem 10% do que ele fazia pela banda.”A idolatria incluía até leituras "satânicas", sempre à procura das referências citadas nas músicas do Maiden, do bruxo Aleister Crowley às obras do escritor de horror HP Lovecraft. "Eu entrava em cemitério de noite, via filme de terror, subia na caixa d'água da escola para ver o Sol nascer. Tudo o que era proibido agradava. Mas eram peraltices que não eram agressivas. Eu preferia entrar no cemitério ou subir em caixa d'água do que colocar uma arma na cintura e sair por aí matando. A gente não agredia ninguém. Se viesse a ter algum mal, seria contra nós mesmos", justifica. Pele à vendaA primeira tatuagem - o Eddie do disco "Piece of mind", gravado no peito - foi feita em 1999 e, dali em diante, relata Motolo, foram seis anos de sessões diárias até chegar às 172 que diz ter feito no total. A contagem, no entanto, obedece a um método peculiar: cada letra ou objeto diferente riscado no corpo ele considera uma tatuagem.Motolo conta ainda que chegou a ser contatado por um membro da Yakuza, interessado em comprar a sua pele tatuada por algumas dezenas de milhões dólares. Relatos sobre o mercado de compra e venda de pele ligados à máfia japonesa não são inéditos, mas geralmente são difíceis de se comprovar.“A gente ouve falar disso, mas estamos falando de máfia. Não acho que ela vá dar o dinheiro e esperar que a pessoa seja metralhada ou encontrada morta e leve o dinheiro deles embora”, opina Roger Vieira, tatuador de São Miguel Paulista que fez a primeira tatuagem em Motolo. “Às vezes aparecem aproveitadores, mas, nos 25 anos em que eu venho trabalhando com tatuagem, nunca conheci ninguém que tenha vendido a pele.”O pastor, no entanto, sustenta sua versão e diz que estava prestes a fechar o negócio, quando teve a visão que mudaria sua vida para sempre."No dia 10 de abril de 2005, eu estava deitado na minha casa, muito preocupado porque eu ia fazer a última tatuagem. Ia tomar uma anestesia e ficar 48 horas desacordado para tatuar embaixo das unhas. De madrugada me faltou sono, e eu tive uma visão em que um homem de fogo apareceu e falou para mim que eu não teria nem fama nem dinheiro, mas que, a partir daquele dia, ele ia me levar para os quatro cantos da Terra e, onde eu colocasse meus pés, as pessoas seriam transformadas pelo poder de Deus", conta."E aconteceu. Desde então, dois mortos com óbito já ressuscitaram, um câncer de 9 cm sumiu de dentro do ventre de uma moça, paralítico anda, cego vê, mudo fala e escuta através do poder da palavra de Deus." 172 – 8 = 164Convidado pela irmã, também evangélica, para dar seu testemunho na igreja, Motolo se converteu. "Eu nunca tinha lido a Bíblia na minha vida. A partir daquele momento a Bíblia inteira apareceu na minha mente. Eu não leio a Bíblia, nunca li. Eu abro a Bíblia e Deus me revela o que aconteceu na vida de qualquer pessoa ali dentro." Mas a lista de milagres que Motolo diz ter experimentado não para por aí. Na mesma profética visão de abril de 2005, o pastor diz ter ouvido de Deus que “seria imortal na Terra até que todas as tatuagens desaparecessem”. “E, por milagre, oito tatuagens já se apagaram do meu corpo. Agora tenho 164”, afirma.Nesse ritmo, vai viver até quando, pergunta a reportagem? "Com Deus é um mistério. Pode desaparecer tudo num só dia ou pode demorar um pouco mais. Mas elas estão sumindo gradualmente, devagarinho...", insiste.Desconfiado, o tatuador de Motolo volta a ponderar. “Ele voltou aqui depois que virou pastor. Eu não vi nada apagando, mas se for mal feita, em cinco anos, começa a desparecer uma boa parte mesmo.” Prova de féCeticismo não é uma novidade na vida do pastor metaleiro. Mesmo entre a comunidade evangélica, ele diz que muitas vezes enfrenta resistência. "Até hoje, de alguma forma, as pessoas me olham com um olho aberto e outro fechado. O pastor Marcos Motolo aceitou Jesus de verdade? Por que ele participa do filme do Iron Maiden? Por que ele dá entrevista sem camisa e mostra as tatuagens? Algumas pessoas talvez não teriam coragem de deixar um novo convertido pregar em grandes conferências. Ficam com medo de acontecer alguma coisa, de eu voltar atrás e de o ministério deles ser envergonhado", reconhece. A também envangélica Ana Paula Mota, 37, que descreve Motolo como uma pessoa “sincera” e “tranquila”, crê intensamente na conversão do noivo. Segundo ela, nem os discos de heavy metal fazem mais parte da rotina do ex-maidenmaníaco. “A imagem do Iron Maiden ficou na vida dele por conta de tudo o que ele vivenciou e das tatuagens. São marcas que ficaram e que mostram a modificação do que ele era e do que é agora”, atesta a noiva. “Foi um verdadeiro milagre da parte do Senhor.”



Rabino quer que judeus confiem em evangélicos e que evangélicos amem Israel

Numa fria noite de sexta-feira no Upper East Side, em Manhattan, uma multidão de 200 pessoas se reuniu para ouvir o rabino Yechiel Z. Eckstein falar sobre o tema “O direito cristão: Melhores amigos dos cristãos ou maiores adversários?”. Haskel Lookstein, rabino da Congregação Kehilath Jeshurum há 50 anos, introduziu Eckstein rapidamente. Foram mostradas as credenciais do pregador convidado, incluindo seu pai (nascido em Jerusalém e rabino chefe aposentado do Canadá). Ambos os líderes judeus, Eckstein e Lookstein, passaram o inverno juntos na Flórida. Na Kehilath Jeshurun, Eckstein defende os evangélicos americanos com o mesmo fervor que um pregador do sudeste. De uma forma tranqüilizadora, ele critica o público, composto principalmente de profissionais de colarinho branco, pelos prejuízos dos preconceitos contra os evangélicos. Eckestein conta para a multidão uma série de sacrifícios que evangélicos têm feito para assegurar que judeus pobres consigam a ajuda que precisam: existe a mulher que doa parte do seu pequeno cheque de aposentadoria; outra que substituiu o lattes (tipo de café) para o “café do dia” e doa a diferença; e a família que renuncia presentes de natal para cuidar de crianças israelenses. Ao longo dos anos, cristãos têm doado meio bilhão de dólares para uma organização fundada por um rabino ortodoxo.A IFCJ, Associação Internacional de Cristãos e Judeus, organização de 26 anos criada por Eckstein, é eficiente em levantar fundos para cristãos via email direto e internet. Ano passado a organização levantou em torno de 88 bilhões de dólares, tornando-a uma das maiores e mais bem-sucedidas organizações religiosas de caridade na América.A conexão cristã-judaica de Eckstein é descrita como uma organização de caridade transcendente. Antes desta década, evangélicos lideraram o caminho reavivando a adormecida indústria de turismo de Israel depois dos letais ataques terroristas no estado judeu. Eckstein perguntou ao auditório, “Quantos de vocês sabem que a IFCJ recentemente deu no mínimo 500 dólares para cada sobrevivente do holocausto - um ato que nenhum grupo judeu fez?”. Nenhuma mão levantada.Se Eckstein não direcionou sua audiência para os amigos de evangélicos, ele no mínimo deixou claro que não os odeia. Encantador, gracioso, bem-humorado e agradável, Eckstein se tornou o rosto mais conhecido entre os cristãos. Não há incômodo por ele ser bonito, vestir-se elegantemente, e ser alto. Ele convence os judeus ultrapassados que cristãos conservadores e judeus ortodoxos dividem um inimigo em comum: o islamismo radical. Ele reconta como foguetes militares iranianos eram designados, “primeiro para as pessoas de sábado, depois para as de domingo”.Meia dúzia de organizações com metas similares a da IFCJ montaram stands nos últimos anos da Convenção anual de radiofusores evangélicos. Eckstein, por muitos anos trabalhou entre cristãos radiofusores como uma anomalia, sem estar certo que os motivos dos outros grupos eram altruístas. Ironicamente, alguns vêem a IFCJ como uma competição. “Alguns cristãos me vêem tanto no grupo deles que até pensam que eu sou um também”, Eckstein revela. “Existe ressentimento e ciúme.”Eckstein, na sua sinagoga em Nova York, cuidadosamente evita mencionar o nome de Jesus. Ele faz repetidas referências “você sabe quem”. Mas o que esse rabino que pode citar passagens do novo testamento melhor que a maioria dos cristãos realmente pensa sobre Jesus?“Eu estou tão longe como qualquer um pode ir e continuar a ter bons antecedentes judeus”, garante. “Jesus, de alguma maneira, foi enviado por Deus numa nomeação divina para trazer o que os cristão chamam de salvação para os gentios. Ele foi o caminho para ser inserido na oliveira de Israel. Mas o pacto judeu continua sendo válido. “As raízes suportam o galho”. Por vezes, Eckstein parece ensinar crentes em métodos evangélicos. “Cristãos não convertem ninguém. Isso é um trabalho do Espírito Santo”, explica. “A missão deveria dividir o amor de Deus através de Cristo. Deixar Deus trabalhar no individual. A tarefa dos cristãos é amar como Jesus amou”, completa.Líderes evangélicos nascidos nos anos 30, como Hayford e Jerry Falwell, persuadiram seguidores de que defender Israel era uma prioridade. Mas líderes mais jovens freqüentemente têm outras questões em suas agendas, como lutar contra a AIDS e a pobreza global. Enquanto administrações nas universidades de Liberty Regent e Oral Roberts permanecem com a IFCJ, Eckstein não sabe se sua causa ressoa em outro campo evangélico. Ele espera seguir o exemplo de Falwell e Robertson em estabelecer uma organização que não vai desaparecer depois que o fundador se for. “Isso não é chamado ‘Ministério de Yechiel Eckstein’”, assegura. “Eu espero ter criado uma instituição, uma causa e um movimento que poderão sobreviver”. Eckstein permanece ciente do sofrimento dos cristãos. Em dezembro, a IFCJ doou comida e roupas para cristãos pobres através de igrejas em Belém, Jericó e Nazaré. O rabino acredita que é urgente que judeus em Israel reconheçam os evangélicos, em sua maioria, como aliados confiáveis na guerra contra o Islamismo radical e o terrorismo.Um segmento de judeus permanece desconfiado, acreditando que a única razão dos evangélicos darem suporte a Israel é para ajudar a cumprir a profecia da Segunda Vinda. “Alguns em Israel não gostam de mim porque estou diminuindo a parede e eles não querem acreditar nos cristãos”, confessa Eckstein. “Eles sentem que eu estou amolecendo a comunidade judaica, tentando trazer Jesus pela porta de trás”.Eckstein não é dissuadido de prosseguir na sua causa. “Eu gostaria de ver o ponto onde existe cumplicidade verdadeira na IFCJ, onde cristãos seriam cristãos melhores, judeus seriam judeus melhores, onde o mundo poderia ser um lugar melhor”.

Polícia prende suspeito de matar evangélica no Rio

A Polícia Civil prendeu no final da noite desta segunda-feira (30) um homem suspeito de ter matado a estagiária e estudante Karla Leal dos Reis, de 25 anos, morta com um tiro durante assalto na noite de domingo (29), na Zona Norte do Rio.Segundo a delegada Juliana Rattes, o suspeito negou envolvimento no crime, porém, foi reconhecido pela mãe da vítima como autor do disparo que matou a jovem.Com base no reconhecimento feito pela mãe de Karla, a Polícia Civil pediu a prisão temporária do suspeito.O corpo de Karla leal foi sepultada por volta das 16h30 desta segunda-feira na presença de cerca de cem pessoas no Cemitério do Catumbi, no Centro do Rio. Ela morreu com um tiro na nuca quando voltava, acompanhada dos pais, de uma igreja evangélica.Karla, que fazia faculdade de administração e se formaria no fim do ano, era filha única e havia completado 25 anos no último sábado (28).A mãe, Lolete Fátima Leal dos Reis, estava emocionada e fez uma oração antes de sepultarem seu corpo. "Senhor, fico feliz que ela esteja nos seus braços, mas me dá um consolo. Que esse rapaz venha para a casa do senhor", disse. "Eu não merecia uma filha tão maravilhosa, com uma passagem tão bonita pela vida", completou.Retrato falado Também na tarde desta segunda, foi divulgado o retrato falado de um dos suspeitos de ter assaltado e matado Karla.Karla e os pais foram abordados por três rapazes – um deles, armado - na Rua Dom Marcos Barbosa, na Cidade Nova, a cerca de 200 metros do prédio da prefeitura e próximo ao metrô do Estácio. Karla e os pais seguiam para casa, na Avenida Paulo de Frontin.Religiosa e reservada De acordo com o pastor Evanildo de Andrade, da igreja que ela frequentava, na Penha, subúrbio do Rio, Karla era uma pessoa muito religiosa e reservada. No domingo, havia assistido à primeira etapa do culto e saído por volta das 19h. O crime teria acontecido por volta das 20h.De acordo com o relato dos pais da estudante, o delegado Rodolfo Waldeck, titular da 6ª. DP (Cidade Nova), disse que Karla teria pedido aos assaltantes que devolvessem sua Bíblia e o crachá – ela era estagiária da Caixa Econômica Federal (CEF). Um deles, que estava armado, teria devolvido a Bíblia para em seguida atirar, quando ela já se afastava do local.Lugar escuro e sem segurança A rua onde a família foi abordada pelos assaltantes, embora perto do prédio da prefeitura, é um lugar ermo, escuro e sem segurança.O risco no local foi admitido pelo comandante do 1º. BPM (Estácio), tenente-coronel Sérgio Mendes. “É uma área mal iluminada, descampada, que favorece aos criminosos. Mas não há registros de crime hediondo. Os casos, ali, são, em geral, de pequenos

Não ler a Bíblia é como ser cego”



Para o escritor americano David Plotz, que se considera agnóstico, a Bíblia é uma leitura obrigatória para entender a sociedade atual. Para ele, é impossível ser uma pessoa verdadeiramente educada sem ter lido a Bíblia.Judeu por origem, David Plotz tornou-se agnóstico ao longo da vida, embora tenha mantido o interesse pela religião e pela tradição judaicas. Em 2006, estava tão entediado durante o bat mitzvah da prima – a cerimônia que marca o início das responsabilidades religiosas dos judeus, realizada aos 12 anos para as meninas e aos 13 para os meninos – que começou a ler a Bíblia. Indignado com uma história que leu no Gênesis, e que não conhecera quando criança, decidiu, segundo suas palavras, descobrir o que aconteceria se um “ignorante” lesse o livro no qual sua religião está baseada. Plotz narrou sua experiência em um blog, editado num livro lançado neste mês nos Estados Unidos, cujo título pode ser traduzido como “O bom livro: as coisas bizarras, hilárias, perturbadoras e maravilhosas que aprendi quando li cada palavra da Bíblia”. Que história do Gênesis o deixou indignado? Como o bat mitzvah de minha prima estava incrivelmente chato e eu não tinha nada melhor para fazer, peguei a Bíblia e a abri em qualquer página. Caí no capítulo 34 do Gênesis, e comecei a ler a história de Diná, filha de Jacó, um grande patriarca de Israel. Um dia ela sai para uma caminhada e é estuprada, só que o homem que a atacou diz que está apaixonado por ela. Ele, então, vai ao encontro de Jacó e de seus filhos, pede desculpas e diz que quer se casar com ela. Ele oferece muitos favores e, em troca, os filhos de Jacó exigem que todos os homens da tribo do estuprador sejam circuncidados. Aí, acontece uma reviravolta sombria. Após a circuncisão, os filhos de Jacó aproveitam o fato de os homens da outra tribo estarem debilitados e os massacram. Pegam mulheres e crianças como escravos. Quando Jacó reclama do ato, os filhos questionam se Jacó queria que a filha fosse tratada como uma prostituta. E a história acaba. Sem explicação! Aí eu pensei: “Se isso está no Gênesis, que é conhecido, imagine as outras histórias da Bíblia”.O senhor leu apenas o que os cristãos chamam de Velho Testamento. Pretende ler o Novo Testamento? Não vou fazer isso porque sou judeu, e o Novo Testamento não é minha tradição, minha religião. O Velho Testamento é meu livro, e senti que podia me divertir com ele, contar piadas, fazer perguntas. O senhor não faria o mesmo trabalho com outros livros sagrados, como o Corão, por exemplo? Plotz – Não estou dizendo que é impossível alguém ler o Corão ou outro livro e escrever sobre ele, mas eu não gostaria de ser essa pessoa. Seria um projeto totalmente diferente. O senhor defendeu em um artigo recente a leitura da Bíblia em colégios e universidades. Por quê? Não acho possível ser uma pessoa verdadeiramente educada sem ter lido a Bíblia. Ela é a fonte original para muitos aspectos de nossa civilização e nossa cultura. Há milhares de palavras e frases que estão na Bíblia e que usamos atualmente. Algumas leis básicas, como o direito de proteger a propriedade e a forma de tratar as outras pessoas, também estão lá. Hoje em dia, a Bíblia ainda é usada na política, como forma de justificar ataques a adversários e grupos específicos, como os homossexuais. Não ler a Bíblia é quase como ser cego. Você fica ignorante sobre como sua civilização se tornou o que é. É como para os americanos não ter lido Shakespeare ou a Constituição. Eu sei que, por ser um livro religioso, não será ensinado nas escolas, mas as pessoas teriam uma visão melhor do mundo se fossem incentivadas a ler os livros que estão na base da criação de suas civilizações. O que o senhor pensava sobre Deus antes de ler a Bíblia? O que mudou? Antes, eu era agnóstico. Esperava que existisse um Deus, gostava d’Ele, mas não pensava muito nisso. Mas o Deus do Velho Testamento é perverso, mata muita gente sem razão, não é misericordioso, amoroso, não tem compaixão. É muito perturbador pensar que esse Deus esteja cuidando de nós. Fiquei muito bravo depois de ler e passei a desejar que exista algo melhor. O que mais o perturbou? Foi o fato de Deus pedir e exigir o assassinato de pessoas inocentes. Ele diz que nós devemos matar inocentes para conquistar terras ou para livrá-las de impurezas. É horrível. Claro que as pessoas cometem crimes terríveis contra as outras, mas a ideia de que Deus tenha pedido isso me deixa espantado. Por que queremos um Deus que deseja matar crianças inocentes? Essa é uma pergunta que, para mim, não tem resposta. E o que foi mais engraçado? Foi o fato de Deus ter uma obsessão por homens carecas. Ele afirma que homens carecas são puros e diz várias vezes para rasparem a cabeça e o corpo. Há até um episódio em que alguns garotos caçoam do profeta Eliseu chamando-o de careca. Em seguida, um urso aparece e mata 42 crianças por causa disso. Hoje em dia, muitas pessoas criticam o islã por causa de interpretações literais dos textos sagrados. O que aconteceria se a Bíblia fosse interpretada literalmente? Seria um pesadelo, uma catástrofe. Estaríamos apedrejando as pessoas até a morte, matando quem trabalhasse nos dias de descanso e quem cometesse qualquer infração sexual. O mundo seria totalmente segregado entre homens e mulheres, que estariam impuras quando menstruadas. Simplesmente não faz sentido nenhum. Qualquer um percebe que você não pode seguir tudo o que está lá. O senhor recebeu críticas de leitores irritados? Algumas. Há ateus que afirmam: “Como você é estúpido por ler esse livro mentiroso”. E há os religiosos fervorosos que dizem que eu não devo questionar Deus. Mas o que foi extraordinário ao fazer o livro foi o fato de que há muita tolerância religiosa por aí. Aos olhos de muitos judeus e cristãos, eu estava cometendo erros teológicos e falando coisas estúpidas, mas eles respeitaram meu direito de chegar às minhas próprias conclusões. Você acha que seu livro pode substituir a leitura da Bíblia? Acho! E a melhor parte é que você pode deixá-lo no banheiro sem se sentir culpado. Na verdade, ao ler o Good book você terá uma educação bíblica divertida e ainda vai economizar tempo, porque ele é muito menor que a Bíblia.

Bíblia continua sendo campeã de preferência entre brasileiros



A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2008, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Observatório do Livro e da Leitura e ao Ibope, traz informações preciosas para os evangélicos. Divulgada em setembro, a pesquisa investiga o hábito de leitura dos brasileiros e mostra que a Bíblia segue como o livro mais lido no país.Os demais livros cristãos, porém, ainda ficam muito atrás. Foram 5.012 entrevistados, abrangendo um conjunto de 172 milhões de pessoas – 92% da população. Desse contingente, 95,6 milhões teriam lido pelo menos um livro nos três meses que antecederam a entrevista, e assim foram considerados “leitores”. Em plena vigência do “Ano Machado de Assis”, para a Academia Brasileira de Letras, e do “Ano da Bíblia”, para a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), os outros 77 milhões, que não teriam lido livro algum nos três meses anteriores, foram classificados como “não leitores”.Um total de 6,9 milhões de brasileiros estaria lendo a Bíblia no momento da pesquisa, número 18 vezes maior do que o livro que aparece na segunda colocação, a ficção O Código Da Vinci, do inglês Dan Brown, cujo enredo mostra a fé cristã como uma trama conspiratória. A Bíblia também ficou na frente como “gênero” mais lido (45% dos leitores) e foi citada como “livro mais importante da vida” dos entrevistados – dez vezes mais lembrado que o segundo colocado, o Sítio do Pica-Pau Amarelo, título que na verdade não existe, mas é uma referência à literatura de Monteiro Lobato. Mesmo entre os “não leitores”, a Bíblia teria sido a última leitura de 4,5 milhões de pessoas.Esses números não surpreendem o pastor luterano Erní Seibert, de 55 anos, secretário de Comunicação da SBB. “Não há outro livro mais lido e distribuído, com tantos grupos que se reúnam para lê-lo ou estudá-lo toda semana. É livro de referência diária para o cristão”, diz, lembrando que em 2007 a SBB distribuiu 5,16 milhões de exemplares das Sagradas Escrituras. Somadas às que teriam sido impressas por outras editoras evangélicas e católicas, chega-se a cerca de 8 milhões de bíblias distribuídas só no ano passado. “E há espaço para crescer mais”, observa Seibert, explicando que muitos dos exemplares foram parar nas mãos de gente que já costuma ler as Escrituras. “A durabilidade média de cada Bíblia é de 12 a 15 anos, se manuseada com freqüência. A pessoa, então, quer uma nova”, comenta.A SBB também tem preocupação com quem mostra menos interesse no livro sagrado. A pesquisa Retratos da leitura no Brasil revela que entre as pessoas com menos de 25 anos a Bíblia não é o livro mais lido – perde para obras didáticas, poesias, romances e, dependendo da faixa etária, até para histórias em quadrinhos. “A gente tem feito um esforço grande nos últimos anos para desenvolver textos para essa faixa. Temos a Bíblia do Bebê, com muita ilustração, e também edições para crianças e adolescentes. A tradução precisa ser legítima, criteriosa, com uma linguagem adequada. Temos tido bastante êxito, e veremos os verdadeiros resultados daqui a dez anos”, prevê Seibert.A Bíblia segue na dianteira, mas o mesmo não acontece com as obras evangélicas. Se O Código Da Vinci aparece em segundo lugar entre os livros mais lidos, logo atrás está o esóterico O Segredo, da australiana Rhonda Byrne, seguido do infanto-juvenil campeão de vendas, a série Harry Potter, da inglesa J.K Rowling, e de clássicos infantis, como Cinderela e Chapeuzinho Vermelho. O primeiro título evangélico citado na pesquisa é Bom dia, Espírito Santo, do televangelista americano Benny Hinn, em 20º lugar. Expansão rápidaMas esses números não incomodam as editoras evangélicas, que só têm visto seus lucros crescerem nos últimos anos. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro, entre 2006 e 2007 a quantidade de títulos evangélicos no mercado saltou 27%, no mesmo ritmo do aumento do poder aquisitivo das classes C, D e E – onde se concentra a maioria dos crentes. “Em 2005, tivemos 365 mil livros vendidos; em 2008, já são mais de um milhão”, diz Renato Soares Fleischner, gerente de Produção Editorial da Mundo Cristão, sediada em São Paulo. A editora tem investido fortemente em novos canais de vendas, onde a competição é acirrada. “A população evangélica cresce muito e não dá para as igrejas e livrarias atenderem suficientemente a demanda. Hoje, 20% das nossas vendas acontecem em livrarias comuns e supermercados, além de catálogos e no sistema porta a porta”, informa Fleischner, que também é vice-presidente da Associação de Editores Cristãos (Asec). Fleischner explica que, apesar do leque de opções de 50 títulos com que a editora trabalha – aí entram livros de auto-ajuda com receitas de sucesso, desde que guardem princípios evangélicos –, a Mundo Cristão procura se situar em uma linha editorial que não confunda a cabeça do leitor. “Não publicamos teologia da prosperidade, de um lado, nem teologia de cunho muito liberal, de outro”, afirma o gerente, marcando o terreno. A crise econômica que se avizinha, com potencial aumento do preço de insumos para a produção de livros, não chega a assustá-lo. Fleischner acredita que seja possível manter nas prateleiras o “preço mágico” de R$ 19,90 em várias publicações. E acha que uma boa saída é fomentar bibliotecas em escolas e igrejas.“O segmento evangélico é um mercado novo e emergente. Vale a pena. Se houver crise, vem desemprego, e aí é até mais fácil achar vendedores porta a porta”, diz, por sua vez, André Peres, diretor executivo do Grupo Didática, especializado em livros escolares. A empresa criou, há dois anos, o selo Templus, dedicado a obras religiosas. Já são seis títulos, que incluem bíblias de estudos, além de atlas e dicionário bíblicos, comercializados em domicílio. “Temos um plano audacioso de, até 2011, colocar mais de 30 mil vendedores na rua”, anuncia. Em geral, os vendedores são evangélicos, e já sabem a quem oferecer os produtos. “São livros baratos e do gosto do público”, resume o diretor.Olhar pastoralPastor da Igreja de Nova Vida na capital federal, Richard Werner comanda há dez anos a distribuidora MW, a maior do país, e circula incansavelmente em eventos evangélicos – vários patrocinados por ele mesmo. “Quanto mais o líder lê, mais cita o que está lendo em suas pregações, e mais a igreja lê”, ensina Richard. Se, como distribuidor, ele simplesmente atende à demanda dos leitores e aos pedidos das denominações, como editor demonstra um critério diferente, que guarda também um olhar pastoral. Ele comanda a Editora Palavra, e tem apostado em traduções de clássicos da fé cristã – como Vida de Oração, de Teresa de Ávila, e Mente em Chamas, de Blaise Pascal – e em reflexões mais aprofundadas. Entre elas, Ortodoxia Generosa, de Brian McLaren, que deu o que falar e em agosto levou o Prêmio Aretê, oferecido pela Asec, como Livro do Ano. “Muitos consideram o autor polêmico, mas sua obra é um convite ao diálogo entre os diferentes segmentos evangélicos; afinal, o que nos une é maior do que o que nos separa”, define Richard, feliz com a procura que os livros da Editora Palavra tiveram na última Expo Cristã. A feira de produtos evangélicos, pelo gigantismo – atraiu quase 150 mil pessoas na última edição, em setembro, e é a maior do gênero na América Latina –, já entrou no calendário oficial da cidade de São Paulo. A MW fornece material das mais diversas editoras, e, para atender aos pedidos, não nega lugar em suas prateleiras a nenhuma linha teológica. A lista de mais vendidos da empresa em todo o Brasil confirma a parceria com as igrejas. E Então Virá o Fim: A Mensagem Final, de Magno Paganelli, livro premiado pela Asec em 1996 e publicado pela Bompastor, liderou as vendas no último ano, seguido pelo comentário de João Calvino I Coríntios, com 528 páginas, editado pela Parakletos. Em terceiro, mais uma obra sobre a mesma epístola paulina, desta vez com os comentários de Hernandes Dias Lopes, lançamento da editora Hagnos. Também é fácil encontrar ali pilhas com best-sellers de pregadores eletrônicos americanos. Circulando pelos estoques da loja em Brasília, o casal Carlos Mesquita e Silvani Lopes fazem as compras do mês, levam muitas Bíblias e incluem na cesta títulos da pregadora americana Joyce Meyer e do escritor Philip Yancey. Tudo é revendido a preço de custo aos membros da Igreja Batista Família de Deus, em Planaltina (DF) – “uma igreja nova e pequena, que tem só uns 400 membros”, descreve Silvani. Além de colportora, ela é seminarista e vai às compras com a lista encomendada pelos membros da congregação, que pagam em até quatro parcelas e, segundo Silvani, estão ávidos pela leitura. “Já as bíblias são distribuídas aos novos convertidos”, afirma Carlos. À porta da loja, Gilcélia Lopes, de 25 anos, a Ju, espera para fechar as novas compras. Para muitos fregueses, ela é mais do que uma simples vendedora. Ju dá dicas sobre as melhores obras. “Tem gente que só compra livro comigo, e que telefona para saber das novidades”, relata. “Eu tenho que ler os principais autores, para poder indicar ou não”. Crente batista, Ju demonstra preocupação com as escolhas dos clientes, ainda que não tenha preconceito contra outras denominações. “O vendedor cristão não precisa mentir. Ele fala a verdade e indica aquilo que é bom mesmo. A consciência fala mais alto”, frisa. Certa vez, vendo uma moça que se dizia nova convertida ao Evangelho fazer uma cesta de livros que incluía obras de Rebecca Brown e Mary K. Baxter, com relatos assustadores sobre batalha espiritual, Ju não teve dúvidas. Convenceu-a a trocar tudo aquilo por apenas um livro do pastor Ivênio dos Santos, Alma Nua. A compra saiu mais barata, mas ela afirma ter livrado a moça “de filmes de terror que não iriam edificar a sua vida”. Richard, dono do negócio, não se incomoda. “Ele sabe que no fim os clientes ficam gratos e voltam para comprar mais”, afirma Ju.Base sólidaConsumidor voraz de livros teológicos, o mestre em sociologia Rômulo Corrêa, 41 anos, é um desses leitores que não tem mais onde guardar seus livros. Eles estão espalhados por todo seu apartamento e disputam espaço com as coisas da família. Mas, Rômulo não compra tudo que vê: foge dos títulos de auto-ajuda e jamais adquire obras das quais não tenha referência. Por meio de notas bibliográficas, segue a trilha de seus autores prediletos – os ligados à linha evangelical – e está sempre atento às novidades. “Muito da minha vida espiritual, devocional, está vinculado à leitura. Ao longo de todos esses anos, absorvi muito”, reconhece, advertindo que há muito livro “raso” no mercado, que oferece solução fácil e receita para tudo. “Se eu pudesse, dava um pacote básico para cada novo convertido: obras de John Stott, Francis Schaeffer, C.S.Lewis e N.T.Wright. São livros fundamentais, base sólida para quem está começando a fé”, aconselha. Para o sociólogo, nem sempre as editoras zelam pela qualidade. “Há quem publique obras sem notas bibliográficas. Já vi até livros traduzidos mutilados, publicados no Brasil sem capítulos inteiros”. Rômulo, que também lê em inglês, lamenta a ausência de tradução para o português de muitos clássicos cristãos. “Até hoje não publicaram as obras completas de C.S.Lewis”, sublinha, confessando que tem lido pouca ficção.Essa história, Gabriele Greggersen, autora de A Antropologia Filosófica de C.S.Lewis e O Senhor dos Anéis: Da imaginação à ética, conhece bem (veja abaixo entrevista completa). Estudiosa da obra do autor de As Crônicas de Nárnia, Gabriele, que é doutora em filosofia e pedagogia e também escreve contos, lembra que há 10 anos, no centenário do autor, bateu na porta de várias editoras com projetos voltados para aproveitar o momento e popularizar a leitura de um dos mais celebrados escritores evangélicos do mundo. “Quem lê C.S.Lewis no Brasil?”, chegou a ouvir como resposta. “O que atrai mais? Temas como liderança, casais, filhos, finanças... Mas a literatura de ficção educa a imaginação e ajuda a construir pontes e sentidos que a pessoa não compreendeu na Bíblia”, argumenta. “No Brasil há muito sincretismo religioso, e por isso há preconceito entre os cristãos contra a literatura imaginativa”, continua a filósofa. “Tudo que não é exatamente bíblico, que é mitológico, qualquer figura fantástica, e já se liga o alerta vermelho, associando-se a algo místico, a ocultismo”, diz Gabriele. Ela não tem dúvida: um conto de fadas pode ser instrumento para disseminar verdades filosóficas e espirituais. “Quem lê a Bíblia e fica com a mente mais fechada, em vez de aberta, não está lendo direito. Jesus contava histórias”, conclui.Alcançando quem não gosta de lerHá bíblias para todos os gostos. Desde as populares, de R$ 7 – mais barato que muitos lanches de fast-food –, às edições de estudo ou luxuosas, que custam mais de R$ 150. Mas Erní Seibert, secretário de Comunicação da Sociedade Bíblica do Brasil, a SBB, resiste à idéia de ver o público leitor da Bíblia como um mercado consumidor. Seibert sublinha que a grande maioria das pessoas que têm um exemplar das Escrituras simplesmente o recebeu gratuitamente. Isso porque muitos crentes e igrejas têm costume de distribuir bíblias de presente. Além disso, há inúmeros grupos assistidos por programas sociais da SBB, que busca popularizar a Palavra de Deus, fornecendo-a gratuitamente, por exemplo, em presídios e hospitais. Mas ainda há muita gente que vê as Escrituras com preconceito. “É o ‘não li e não gostei’”, observa Seibert, que também é pastor luterano. “As pessoas não têm noção da importância cultural da Bíblia, o primeiro livro a ser impresso na história”, argumenta. Para atingir esse público, a SBB monta exposições e conta com um museu em Barueri (SP), onde fica sua sede, e com um centro cultural no Rio de Janeiro. E como a Bíblia não é exatamente um livro fácil de ler, a editora se dedica também a publicar versões com a linguagem mais simples. A Nova Tradução na Linguagem de Hoje usa cerca de quatro mil palavras, metade dos vocábulos empregados na tradução de João Ferreira de Almeida. O que se perde em beleza poética, ganha-se em facilidade de compreensão. Para se ter uma idéia, em 2007 foram distribuídas 649 mil versões em linguagem moderna. “O imaginário forma caráter e valores” Filósofa e pedagoga, Gabriele Greggersen tem paixão por contos de fada. Estudiosa de autores como C.S.Lewis e J.R.Tolkien, que criaram verdadeiros universos paralelos e fantásticos, sem se perder da fé cristã, ela também escreve contos para o público infanto-juvenil. Seu sonho é o dia em que os cristãos brasileiros terão mais intimidade com o mundo da literatura e da imaginação.A pesquisa Retratos da leitura no Brasil mostra que a Bíblia é pouco lida entre crianças e adolescentes. Falta material direcionado a eles? GABRIELE GREGGERSEN – Eles estão lendo pouco. Associo isso ao quadro da educação escolar, com nível cada vez mais baixo, e à falta de preparo das igrejas no papel da educação. Em geral, as igrejas não fazem idéia de que têm um papel educacional. Há pouco material para as escolas dominicais, e a maioria é importada. As editoras poderiam se mobilizar para estimular o hábito e o gosto da leitura. Parece que contos literários não servem para nada – mas contar historias educa a criança. Mergulhar no mundo imaginário de autores como C.S.Lewis e Tolkien ajudaria? Esses autores perceberam o potencial do fantástico, do imaginário, para formação do caráter e dos valores. Eles não esconderam o fato de serem cristãos e conseguiram articular de forma harmônica sua literatura e sua fé. Para C.S.Lewis, a razão cuida da verdade; a imaginação, do sentido. Na escola, se um professor coloca uma fórmula abstrata na lousa, só dez por cento dos alunos compreendem. Mas, se contar uma história, se mexer com o imaginário, os alunos pegam. Jesus Cristo fazia isso. A obra de C.S.Lewis é respeitada. Há dez anos, em seu centenário, eventos na Inglaterra reuniram estudiosos para debater seus livros, e Jesus ficou no centro em tudo isso – porque, para Lewis, o caminho do imaginário era o único aberto para Deus. A via da igreja, do pastor e da pregação direta da fé não conseguiram evangelizá-lo. Mas o Tolkien conseguiu. Quem lê a Bíblia e fica com a mente mais fechada, em vez de aberta, não está lendo direito.Mas não é simples unir imaginário e ortodoxia... O ser é simbolico. “Tudo que sei de filosofia já estava lá no quarto de criança, nos contos de fada”, diz G.K.Chesterton em Ortodoxia. No Brasil e no mundo, os contos de fadas foram infantilizados, relegados à literatura infantil. Não são coisas de adulto. O racionalismo é um obstáculo grande, mesmo neste mundo pós-moderno. Ao contrário da literatura imaginativa, o realismo literal, da novela, é que tem efeito de alienação. A vida não é como a novela mostra. O pai cristão fica mais preocupado com o Harry Potter, mas no dia a dia das novelas da TV, vários valores distorcidos são passados o tempo todo. Interessante ver o percurso de C.S. Lewis. Seu imaginário só aflorou depois que ele se converteu a Cristo. Então, a coisa fluiu, e um conto gerou outro... Vejo Lewis como uma pessoa que foi liberta para fazer uma missão muito especial.A senhora também escreve contos na linha do fantástico. Como é a vida de escritora no Brasil? É muito difícil. Muitas vezes, o escritor acaba bancando a própria obra. E há muitos autores não cristãos de livros infanto-juvenis que são talentosíssimos, então a concorrência é grande. Não é fácil entrar nesse mercado, é difícil as editoras se interessarem. Escrevo por amor à arte. No Brasil, o escritor está sozinho. Nos Estados Unidos e na Europa, existem os agentes. Quem escreve geralmente não é bom vendedor.E o que a inspira? O artista cristão não tem outra fonte senão Deus. No caso do escritor, é a mesma coisa. Ele não precisa fazer proselitismo e citar a Bíblia toda hora. Mas deve aprender a usar seus dons para louvar a Deus e pode educar através da literatura. Esse é um projeto que o Senhor elaborou desde o início da Criação: somos um poema de Deus, como diz o texto bíblico no original hebraico, no trecho em que o homem é formado. O que faço de artístico só pode ser para a glória de Deus; é dele que colho a inspiração. A Bíblia, aliás, não é “concorrência desleal” para o escritor cristão. Pelo contrário, há troca, interação. São infinitos os espaços.Um país que lê (ainda pouco) De acordo com a pesquisa Retratos da leitura no Brasil 2008, a Bíblia continua sendo a campeã de preferência nas estantes do país. Dos mais de cinco mil entrevistados, 64% souberam dizer qual foi o último livro que leu ou está lendo:

segunda-feira, 30 de março de 2009

Na cidade de Ubata no Interior da Bahia o Poder de Deus Foi Manifestado no Congrersso Realizado pela Junta Missionara Evangelica

no dia 28 e29 de Março aconteceu uma evento Evangelico que Reunio Varios irmaos para uma Encontro Missionario onde Contamos com as Presenças do Pastor Amorim da Cidade de Salvador Bahia e outras Personalidades do Meio Evangelicos Este Evento foi Organizado Pelo Diacono Jose Roberto

Bispo R. R. Soares compra emissora de TV



emissora tem concessão para ser geradora e poderá encabeçar a rede para todo o País
O ex- apresentador do SBT Carlos Massa, popularmente conhecido como Ratinho, vendeu a TV Serra do Mar, em Paranaguá, no Paraná, para o bispo R.R. Soares, já detentor de programação na TV Bandeirantes.
De acordo com informações do Canal 1, a negociação foi fechada por R$ 13 milhões. A emissora tem concessão para ser geradora e poderá encabeçar a rede para todo o País, com programas da Igreja internacional da Graça de Deus.
Na última semana, uma notícia dava conta de que o bispo já havia comprado parte da programação da TV de Ratinho.
Desde 2008, Ratinho detém a Rede Massa, comprada por R$ 70 milhões e com alcance aos municípios do Paraná e do norte de Santa Catarina.

Rede Gospel amplia cobertura nas regiões Centro-Oeste e Sul do Brasil



A Rede Gospel de Televisão, emissora evangélica, acaba de ampliar sua cobertura e começa a retransmitir sua programação por meio de novos canais nas regiões Centro-Oeste e Sul do país. São eles: o canal 26, Fazenda Rio Grande, região metropolitana de Curitiba, que cobre a Fazenda Rio Grande, Araucária, parte de São José dos Pinhais e alguns bairros ao sul de Curitiba. Esse sinal terá alcance de aproximadamente 400 mil pessoas. O canal 26 de Goiânia, que vai cobrir cobrindo 70% de toda grande Goiânia, atingindo cerca de 1,4 milhão de pessoas. O canal 47 Gama DF que chega para um público de aproximadamente 800 mil pessoas.
Segundo a diretoria de expansão da Rede Gospel, a emissora tem investido para que o alcance na audiência seja triplicado. “Nós estamos nos empenhando e trabalhando para que o sinal da Rede Gospel chegue ao maior número possível de cidades e com qualidade”, declarou. Com isso, a expectativa é de que o canal 47 (DF) até maio esteja cobrindo uma população de aproximadamente 2,2 milhões de expectadores, o canal 26 - Goiânia alcance toda a grande Goiânia, ou seja, 2 milhões de pessoas. Já, o canal 26 - Curitiba terá uma mudança de freqüência, que até o segundo semestre estará disponível para 2 milhões de pessoas.
Além de uma grade que contém programas e eventos evangelísticos, a emissora também transmite uma programação variada, com videoclipes, jornalismo, debates, entrevistas, esportes, com os campeonatos italiano e inglês, além do desafio ao galo. A Rede Gospel é um canal transmitido Via Satélite e pode ser sintonizada pelos canais: UHF 53, TVA 21, NET 28 e Cambrás 98.

Pr. Silas Malafaia discute o aborto no Canal Livre

Neste domingo, dia 8/7, o pastor Silas Malafaia estará debatendo sobre o aborto no programa Canal Livre, exibido pela Rede Bandeirantes, a partir das 23:30 horas. Outros dois líderes religiosos também foram convidados para dar a sua opinião sobre o assun
“A Band sempre fez um jornalismo com coragem, e o Canal Livre é um símbolo disso”, ressalta Fernando Mitre, diretor nacional de jornalismo da emissora.
O Canal Livre é um dos programas de entrevistas mais representativos da TV. Seu respeitado time de jornalistas costuma debater importantes assuntos com personalidades nacionais e internacionais. Neste domingo, quem vai dar a sua opinião à luz da Palavra de Deus é o Pr. Silas Malafaia. Não perca!

Boicote dos evangélicos pode ter derrubado audiência da Globo

A Rede Globo perdeu quase 30% da audiência que tinha há um ano na Grande SP. Em junho, registrou média diária (das 7h à 0h) de 18,5 pontos. Em junho de 2006, tinha 25,7. A diferença, de 7,2 pontos, é a audiência do SBT (7,1), a terceira maior rede no Ibope da Grande São Paulo. A vice-líder, a Record, fechou junho com 7,4 pontos e um crescimento de 19% em relação a um ano atrás.
Em 2007, os líderes das igrejas Assembléia de Deus, Universal, Renascer em Cristo, dentre outras, sugeriram um boicote contra a programação da emissora carioca, que segundo eles, é preconceituosa e agressiva com os evangélicos, além de cultuar o demônio Kixapaguá – entidade dominadora e que, segundo profecia, será destronada pelo povo de Deus.
Já para os especialistas, grande parte dessa queda monumental da Globo se deve ao fato de junho do ano passado ter sido mês de Copa do Mundo, evento que ela transmitiu com exclusividade e que alavancou suas médias. Mas é fato também que a Globo passa em 2007 por um de seus piores momentos no Ibope da Grande SP. Em junho de 2005, por exemplo, ela tinha 21,1 pontos de média diária, 2,6 a mais do que hoje. A emissora, que já foi hegemônica, tem atualmente apenas 42% de participação no “bolo” da audiência. Isso equivale a dizer que a maioria dos telespectadores já não sintoniza apenas a Globo - de cada cem, 42 a assistem.
A queda de audiência da Globo foi bem superior à redução do número de televisores ligados (44% em junho de 2007 e 48,5% em junho de 2006). A Globo também está em declínio na média acumulada de janeiro a junho. Ela fechou o primeiro semestre de 2007 com 19,5 pontos, contra 22 do mesmo período de 2006, uma redução de 11%. O total de televisores ligados caiu só 3%.

Show da Fé, de RR Soares, dá mais Ibope que o SBT

O SBT já passou por momentos de crise, mas, por esta, nem Silvio Santos esperava. Com a audiência em baixa, a programação da emissora chegou a perder esta semana em Ibope para o culto eletrônico da Band, o Show da Fé, do missionário RR Soares.
Para quem já foi segundo lugar absoluto em audiência, é uma queda e tanto.
Segundo medição do Ibope na Grande São Paulo, na segunda-feira, a Band registrou no horário do Show da Fé 2,5 pontos, ante 2 pontos do SBT, que exibia no horário o SBT Brasil, de Carlos Nascimento.
Na quarta-feira, no embate da atração de RR Soares com a programação da emissora de SS, deu 2 pontos de média para a Band, ante 1,8 do SBT.
Apesar do SBT ter vencido a Band na média geral da semana no horário, nos demais dias RR Soares ficou encostado em ibope no SBT. O que tem sido comum.
Vale lembrar que entre os dias 13 e 16 de agosto, na faixa entre 18 e 21 horas, a Band alcançou média de 5,8 pontos, ante 5,1 pontos do SBT. E que o Brasil Urgente e Jornal da Band chegaram a vencer com boa diferença a programação de Silvio Santos na semana passada.

Igreja Mundial compra espaço na Band e trava “guerra” na CNT



Depois de arrendar integralmente em agosto o canal 21 (UHF da Band), a Igreja Mundial, comandada pelo auto-intitulado apóstolo Valdemiro Santiago, acaba de expandir seu espaço também na Band: comprou o horário entre 2h e 6h na emissora.
A Igreja Mundial é hoje um dos maiores fenômenos religiosos em curso no país. Alguns estudiosos das religiões já igualam sua atual expansão à obtida pela Igreja Universal no início da década de 90. Seus cultos na sede em São Paulo reúnem diariamente entre 5.000 e 11 mil pessoas (a igreja fala em 15 mil). Em agosto, inaugurou
o maior estúdio de pregação do país”, que inclui até uma réplica de montanha.
Além do canal 21, da Band, e das cinco horas (das 3h às 8h) que tem na Rede TV, a Mundial também está provocando uma “guerra santa” na rede paranaense CNT. Isso porque a igreja do apóstolo Valdemiro acaba de comprar também o horário entre 17h e 19h da (endividada) rede da família Martinez, o que provocou a fúria de outro líder religioso, R.R.Soares, que também tem programa na CNT (das 19h às 21h).
Segundo Ooops! apurou junto a pessoas a par da situação na CNT, o pastor R.R. Soares ameaçou a direção da CNT dizendo que, se Valdemiro entrar por uma porta na emissora, ele “sai pela outra”.

Evangélicos querem madrugadas do SBT

Depois da Band e da Rede 21, agora foi a vez do SBT ser procurado por uma igreja evangélica. Depois de ter perdido o horário da madrugada da Band para seu concorrente, Silas Malafaia, o missionário R.R. Soares teria feito uma proposta para a emissora.
O SBT é o único canal que ainda não possui nenhum tipo de programação religiosa, e deve continuar sendo já que Silvio Santos tem resistido às propostas. Mesmo assim, executivos da emissora aceitaram conversar com o missionário.
Ao contrário da emissora de Silvio, a Band tem vendido parte de sua programação ao mercado da fé. No mês passado, foram vendidas 22 horas da grade da Rede 21 pelos próximos cinco anos. Além disso, Sila Malafaia pagará cerca de R$ 7 milhões por mês pelo horário das 1h30 e 7h na grade da emissora.
Agora a Band possui 40 horas e 30 minutos de programação religiosa, somente três horas semanais a menos que a Record que pertence à Igreja Universal.

Nova novela do SBT terá ator do Ministério Atores de Cristo

O ator e diretor Nan Breves, líder do Ministério Atores de Cristo vai participar da nova novela do SBT de Íris Abravanel.
O ator e diretor de teatro Nan Breves, gravou nessa segunda-feira uma participação em dois capítulos na novela Revelação, a nova produção do SBT de Íris Abravanel. Que Íris Abravanel, mulher de Silvio Santos, é evangélica, não é segredo. Daí, esperava-se que sua novela de estréia no SBT enveredasse por temas religiosos. Nada disso. Revelação será uma “história normal”, informa um diretor da emissora, que antecipa alguns temas desta produção, como tráfico de drogas, conflitos, e até mesmo a aposta em uma banda musical que nascerá no decorrer da história. Seu personagem (Nan Breves) é um oficial de Justiça que entra na trama para intimar o personagem RenanFernandes (Daniel Alvim). Nan Breves trabalhou em Brasileiras e brasileiros em 1990 e faz parte do elenco de apoio do SBT desde 1995 onde trabalhou nas novelas As Pupilas do sr. reitor e Razão de Viver em 1996. Trabalhou também na Globo nos anos 80 nas novelas Louco Amor, Pão pão beijo beijo, seriado O bem amado, e Casos verdade. Sílvio Santos está realmente interessado em transformar 'Revelação', sua próxima novela, em um marco na teledramaturgia do SBT.Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, Silvio Santos está comprando uma briga com gigantes pela novela, escrita por sua mulher, Íris Abravanel.Tudo isso porque o SBT tem se interessado em contratar atores portugueses da SIC, e a emissora portuguesa é parceira da Globo e responsável pela exibição de todas as novelas globais em Portugal, com exclusividade.
Com previsão para ir ao ar ainda este ano, o folhetim de Íris Abravanel terá cenas gravadas em terras lusitanas, onde o casal (Sergio Abreu e Tainá Müller) dá início ao romance.
Felipe Camargo, Flávio Galvão, Cláudia Mello e o diretor Henrique Martins que trabalhou recentemente em 'Amigas e Rivais' (fiasco em audiência), já estão confirmados.

Atacante do Flamengo não quer mais ser chamado de Jesus por considerar blasfêmia



É melhor a torcida do Flamengo trocar o apelido que escolheu para Josiel. Chamado de Jesus durante o jogo contra o Resende, no sábado, o atacante ganhou o apoio do técnico Cuca nesta segunda-feira para repelir a comparação.
- Seria uma blasfêmia (atitude ofensiva a uma
religião) se eu aceitasse essa comparação – disse o atacante, artilheiro do Carioca ao lado de Bruno Meneghel, do Resende.
No sábado, o atacante já havia ficado incomodado com as perguntas sobre o assunto. O técnico Cuca, bastante
religioso, também achou uma brincadeira sem sentido.
- Não gosto de brincar com isso. Era bom dar uma pensada. Foi um apelido que o pessoal colocou porque ele tem o cabelo comprido e estamos perto da Semana Santa – disse o treinador.
Entre os companheiros, Josiel é chamado de Zé Bob, personagem de Carmo Dalla Vecchia na novela A Favorita, ou Pescador Parrudo, personagem do ator Marcos Pasquim na novela Kubanacan.