Igreja Evangelica Jesus Cristo é o Senhor: Março 2014

quarta-feira, 5 de março de 2014

O Unico Caminho

O Evangelho Segundo Isaías

Não muito tempo atrás, houve uma descoberta perto de Tel Megiddo, no Norte de Israel. Foi uma inscrição dedicatória em grego, encontrada nos escombros de uma igreja do Século III. Nela se lia: “Akeptous [nome de mulher], que ama a Deus, ofereceu a mesa [possivelmente uma mesa de Santa Ceia] a Deus Jesus Cristo como memorial”.
As palavras “Deus Jesus Cristo” revelam como os cristãos primitivos – formados de crentes judeus e gentios – consideravam Jesus, mesmo antes do Concílio de Nicéia (325 d.C.), que afirmou que Deus é uma Triunidade. Aproximadamente 1.000 anos antes, o profeta judeu Isaías havia mencionado a mesma coisa (Is 48.16).
Muitas das profecias de Isaías, de fato, enfocavam a pecaminosidade da humanidade e um Redentor divino que estava por vir, de forma que Isaías é mencionado como o primeiro evangelista da Bíblia; e o Livro de Isaías é freqüentemente chamado de “O Livro da Salvação”.
O Dr. Victor Buksbazen, cujo comentário sobre Isaías é um trabalho definitivo sobre o assunto, escreveu:
Em Isaías, a profecia bíblica atingiu seu clímax inspirado. O que Demóstenes representava para a oratória grega, Isaías representava para a profecia hebraica. Ele foi a voz de Deus para Israel, a consciência da nação, o arauto do Messias e de Seu Reino universal. (...) Durante muitos séculos, Isaías tem sido conhecido como “O evangelista do Antigo Testamento” e suas profecias têm sido descritas como “o Evangelho segundo Isaías”. O profeta Isaías esteve mais freqüentemente nos lábios de nosso Senhor e dos apóstolos do que qualquer outro profeta.[1]

O Proclamador do Messias

Jesus leu do Livro de Isaías quando estava na sinagoga de Nazaré. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lc 4.16):
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (vv.18-19; cf. Is 61.1-2).
Então, Ele devolveu o rolo de pergaminho ao assistente da sinagoga e se sentou. Com todos os olhos fixos nEle, Jesus declarou: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21). Jesus estava dizendo que era o Servo divino, o Ungido (em hebraico, Moshiach) sobre quem Isaías falara.
Buksbazen escreveu também:
Comentadores judeus aplicam estas palavras ao próprio profeta Isaías. Mas nenhum profeta jamais falou de si mesmo desta maneira. (...) A missão descrita nos versículos 1-3 é de natureza tão radical que apenas o próprio Deus seria capaz de realizá-la.[2]
O Livro de Isaías contém muitas referências diretas e indiretas ao Messias, chamando-O de “Renovo do Senhor” (Is 4.2), “rebento do tronco de Jessé” (Is 11.1), “meu servo [de Deus]” (Is 42.1), e “o meu escolhido [de Deus], em quem a minha alma se compraz” (Is 42.1).
A Palavra declara que Ele é o herdeiro por direito ao trono de Davi (Is 9.7; cf. Lc 1.32-33) e diz que Ele autenticará Seu papel como Messias ao curar os cegos, os surdos e os aleijados (Is 29.18; Is 35.5-6; cf. Mt 11.3-5; Lc 7.22). Ele também estabelecerá a Nova Aliança (Is 55.3-4; cf. Lc 22.20) e um dia estabelecerá um Reino Messiânico sobre o qual reinará e no qual será adorado (Is 9.7; Is 66.22-23; cf. Lc 1.32-33; Lc 22.18,29-30; Jo 18.36).

O Salvador Único e Exclusivo de Isaías

O povo de Israel via Deus como seu Salvador (Is 43.3; 45.15,21). Suas experiências no Êxodo e suas caminhadas pelo deserto o convenceu que somente Deus pode salvar. Por inspiração, Isaías profetizou a respeito de um Redentor que viria a este mundo como bebê: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). E Buksbazen escreveu:
O nascimento dEle como criança indica Sua humanidade. Que Ele nos tenha sido dado (lanu - “para nós”, em hebraico) como filho, enfatiza o fato de que Ele é um presente de Deus para o Seu povo. Seu caráter sobrenatural é mais tarde indicado pelo fato de que (...), de uma maneira peculiar, Deus confiou a Ele o governo sobre o Seu povo. (...) Os peculiares quatro nomes duplos dados à criança enfatizam Seu caráter divino.[3]
O povo de Israel via Deus como seu Salvador. Suas experiências no Êxodo e suas caminhadas pelo deserto o convenceu que somente Deus pode salvar.
Buksbazen também disse que os comentadores judeus não contestaram a natureza messiânica da profecia “até os tempos modernos, em que a controvérsia cristológica tornou-se muito acalorada”.[4] Na verdade, o Targum Jonathan, uma tradução do aramaico e comentário da Bíblia hebraica, datado do primeiro século, parafraseou Isaías 9.6 da seguinte forma:
“Pois, a nós um Filho nasce, a nós um Filho é dado: e Ele receberá a Lei sobre Si para guardá-la; e Seu nome é chamado desde a Antigüidade, Maravilhoso, Conselheiro, Eloha [Deus nas Alturas], O Poderoso, O Que Habita na Eternidade, O Messias, porque a paz será multiplicada sobre nós em Seus dias”.
Esta visão rabínica concorda com o profeta Isaías, de que o Filho que “nasceu” e “foi dado” é Deus.
Qualquer pessoa que conhecesse e entendesse a profecia de Isaías deve ter-se regozijado quando soube o que o anjo disse aos pastores em Belém: “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). O Messias divino havia chegado e redimiria Seu povo.

O Único Caminho de Isaías

O Cântico do Servo Sofredor em Isaías 52.13-53.12 é considerado como o pináculo mais elevado das profecias de Isaías. Uma leitura não-tendenciosa não pode levar a qualquer entendimento a não ser aquele de um Messias que sofre, morre e ressuscita para trazer redenção eterna a Seu povo: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).
O Servo Sofredor é o Salvador Sofredor. John Richard Sampey (1863-1946), um estudioso que mais tarde tornou-se presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, disse relativamente a Isaías 53:
A aplicação ao Novo Testamento desta grandiosa profecia sobre Jesus não é uma acomodação de palavras originalmente faladas sobre Israel como nação, mas o reconhecimento do fato de que o profeta pintou antecipadamente um retrato do qual Jesus Cristo é o original.[5]
A mensagem do evangelho de Isaías não é muito diferente do evangelho que pregamos hoje. Ela segue:
  • Deus é santo (Is 43.15)
  • Todos pecaram contra Deus (Is 59.12)
  • O pecado separa o homem de Deus (Is 59.2)
  • O Messias tratará da questão do pecado (Is 53.6)
  • Devemos buscá-lO e clamar por Seu nome para recebermos redenção.
Os rabinos certa vez declararam: “Todos os profetas profetizaram relativamente aos, ou até os, dias do Messias” (Talmud Sanhedrin 99a). Quando Jesus esteve na sinagoga de Nazaré, talvez uns poucos tenham percebido o cumprimento das profecias de Isaías.

A Singularidade da Palavra de De

A Singularidade da Palavra de Deus

A Bíblia é única. Não existe livro no mundo como ela. Ela cobre um período de 1.600 anos (de 1500 a.C. até 100 d.C.) e foi escrita por 40 homens diferentes de todas as condições de vida. Alguns eram reis, sacerdotes e profetas; outros eram simples pescadores e agricultores. Alguns possuíam alto grau de educação formal, como Moisés e o apóstolo Paulo; outros não tinham nenhuma educação formal.
Mais de 3.000 vezes, esses homens afirmaram que o que escreviam vinha diretamente de Deus (Moisés: Êx 17.14; Êx 24.4; Êx 34.27; Paulo: 1Co 14.37; Pedro: 2Pe 1.16-21; João 1Jo 4.6). Tão completamente impossíveis quanto possam parecer estes fatos, os registros falam por si mesmos.
Jesus declarou que o Antigo Testamento é a Palavra de Deus (Mt 5.17-18; Mt 24.15; Lc 24.44; Jo 10.35). Ele confirmou as autorias de Moisés, do rei Davi, e dos profetas Isaías e Daniel. Ele validou a verdade de eventos históricos, tais como a criação de Adão e Eva por Deus, Noé e o Dilúvio universal, a destruição de Sodoma e Gomorra, e Jonas sendo engolido por um grande peixe.
Quando tentado pelo Diabo, Ele não respondeu com Suas próprias palavras de sabedoria, mas contrapôs cada tentação com um “Está escrito”, seguido por citações das Escrituras hebraicas (Mt 4.4,7,10).
Em Lucas 4.25-27, Jesus confirmou os milagres divinos registrados na Bíblia hebraica e, relativamente à revelação do Antigo Testamento, Ele afirmou: “Porque em verdade vos digo: até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til passará da Lei, até que tudo se cumpra” (Mt 5.18). Em outras palavras, Jesus afirmou a inspiração, a infalibilidade e a exatidão das Escrituras hebraicas.
Os livros do Antigo Testamento foram canonizados no decorrer da história de Israel e divididos em três seções: o Pentateuco (os cinco Livros de Moisés), os Profetas, e os Escritos. Jesus aceitou essas três divisões e os livros nelas contidos como a Palavra de Deus (Lc 24.44); e Ele ensinou a autoridade, a confiabilidade, a unidade, a clareza, a suficiência, a historicidade, a inspiração, a revelação, a inerrância, a infalibilidade, e a indestrutibilidade do Antigo Testamento.
Uma maneira segura de se provar a precisão e a veracidade da Bíblia é analisar as profecias das Escrituras hebraicas. O número de eventos preditos pelos profetas é enorme, e os próprios eventos são tão específicos que só poderiam ter sido conhecidos e revelados por Deus.
O pastor e teólogo Mark Hitchcock escreveu:
Diferentemente dos profetas autoproclamados de ontem e de hoje, tais como Nostradamus, Edward Cayce, ou Jeanne Dixon, Jesus e os profetas bíblicos não mascatearam predições tão vagas e gerais que podem se ajustar a qualquer situação. As profecias registradas na Bíblia são muito precisas e tão específicas que, quando cumpridas, fica muito claro que existe algo único e especial sobre elas. (...) Mais de um quarto da Bíblia foi profético no momento em que foi escrito. A Bíblia é um livro de profecias. Ela contém cerca de 1.000 profecias, das quais cerca de 500 já foram cumpridas em seus mais ínfimos detalhes. Com este tipo de registros provados – 500 profecias cumpridas com 100% de exatidão – podemos crer com confiança que as restantes 500 profecias ainda por serem cumpridas também o serão, em seu devido tempo. (...) A profecia é a prova mais digna de crédito com relação à singularidade e inspiração divina da Bíblia. (...) Profecias cumpridas também demonstram que o conteúdo da Bíblia não é obra das mãos de homens, mas, pelo contrário, tem suas origens fora de nosso próprio continuum de tempo e espaço.[1]
Por exemplo, 25 escritores judeus forneceram profecias na língua hebraica apresentando detalhes da vida e do ministério do Messias. O Messias é a única Pessoa na história cujos ancestrais, nascimento, caráter, ensino, carreira, recepção, rejeição, morte, sepultamento e ressurreição foram descritos previamente, registrados pelo menos 500 anos antes de Seu nascimento. Jesus Cristo se encaixa claramente em todas as profecias, inclusive naquelas que previram o local do nascimento do Messias (Mq 5.2; Mt 2.1), a maneira de Sua morte (Is 53.8; Lc 23.46) e Sua ressurreição (Sl 16.10; At 2.29-32).
Existem também inúmeras profecias relacionadas à ruína de Israel (Dt 28.15-68) e à sua restauração (Ez 36.25-37.28). Algumas já foram cumpridas e outras serão realizadas.

Como você sabe que a Bíblia que nós temos hoje é a Palavra de Deus?

Uma maneira segura de se provar a precisão e a veracidade da Bíblia é analisar as profecias das Escrituras hebraicas. O número de eventos preditos pelos profetas é enorme, e os próprios eventos são tão específicos que só poderiam ter sido conhecidos e revelados por Deus.
Primeiro, os escribas judeus foram meticulosos em copiarem o texto hebraico e contavam cada letra que escreviam. Se um erro fosse cometido, o texto não era corrigido, mas imediatamente descartado. A nação de Israel colecionou e preservou com exatidão os manuscritos da Lei de Moisés e dos Profetas através dos séculos (Dt 31.26; 1Sm 10.25; 2Rs 23.24; Ne 9.14,26-30; Dn 9.2,6,13).
Segundo, os Manuscritos do Mar Morto proporcionaram evidências desta extraordinária preservação. Por exemplo, o Livro de Isaías – descoberto em sua inteireza dentro dos antigos Manuscritos do Mar Morto, que datam de 125 a.C. a 100 a.C. – contém o mesmo texto de Isaías que possuímos em nossa Bíblia hoje.
O mesmo pode ser dito a respeito da inspiração e da infalibilidade do Novo Testamento, que foi escrito depois que Jesus ascendeu aos céus. Jesus disse que o Espírito Santo guiaria os apóstolos para escreverem o conteúdo do Novo Testamento (Jo 14.25-26). O Espírito Santo supervisionou a revelação que os apóstolos escreveram, fornecendo o conteúdo e garantindo a precisão do Novo Testamento.

Como cada livro foi selecionado para fazer parte do cânon do Novo Testamento?

Havia pelo menos quatro questões básicas que tinham que ser respondidas com um “sim”:
  1. Foi escrito por um apóstolo, ou o escritor tinha relacionamento chegado a um apóstolo, como Marcos e Lucas?
  2. O conteúdo era de alto caráter espiritual, que merecesse estar incluído entre os outros livros escritos pelos apóstolos?
  3. A Igreja universalmente aceitava o livro?
  4. O livro trazia evidências internas de ser inspirado?

E o que dizer dos textos variantes no Novo Testamento?

Norman L. Geisler, estudioso da Bíblia, escreveu:
Quando uma comparação dos textos variantes do Novo Testamento é feita com alguns dos outros livros que sobreviveram desde a Antiguidade, os resultados são impressionantes. (...) À luz do fato de que há mais de 5.000 manuscritos gregos, cerca de 9.000 versões e traduções, a evidência em favor da integridade do Novo Testamento está mais que comprovada. (...) Assim, o Novo Testamento não tem apenas sobrevivido em mais manuscritos do que qualquer outro livro da Antiguidade, como também tem sobrevivido de uma forma muito mais pura do que quaisquer outros grandes livros, sejam eles obras sacras ou não, uma forma que é mais do que 99% pura.[2]
Com o passar dos séculos, tanto o Antigo Testamento quanto o Novo Testamento têm sido submetidos a extensas análises microscópicas realizadas por renomados cientistas, que se especializaram em história bíblica, literatura, gramática e arqueologia. Embora alguns críticos textuais tenham apontado o que eles consideram discrepâncias, erros e contradições na Bíblia, séculos de análises criteriosas nunca provaram conclusivamente que o texto bíblico esteja errado. Embora os textos variantes existam entre as cópias, eles são de pouca importância e se relacionam à ortografia e à ordem de palavras. Eles não afetam a doutrina principal das Escrituras.
Ter 40 autores diferentes, durante um período de 1.600 anos, que escreveram um livro unificado, sem erro nem contradição, é fato único tanto na história antiga quanto na história moderna.
 
 
Foto: Qual a sua escolha? Você está disposto a identificar-se com os seus irmãos que sofrem por seguir a Cristo? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Qual a sua escolha? Você está disposto a identificar-se com os seus irmãos que sofrem por seguir a Cristo?

Noticias Gospel Mundiais

Eles estão à espera de conforto

Um colaborador da Portas Abertas na República Centro-Africana descreve o dia a dia da crise no país e relata tudo o que ele vê ao passar pelas ruas da capital Bangui. Junto a um grupo de representantes da Portas Abertas, ele está visitando cristãos, levando a eles apoio e esperança no Senhor
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“Saímos de Mbaiki em direção a Bangui no início da manhã. Do lado de fora da pousada cristã onde tínhamos passado a noite nos deparamos com cerca de 10 grandes caminhões carregados com grandes pranchas de madeira. Uma pequena Van em processo de troca de pneu bloqueava seu caminho. Havia espaço suficiente para que nós passássemos, por isso ultrapassamos o comboio.

Os caminhões vinham de uma serraria ao sul de Mbaiki. A sua presença perturbava meu companheiro, porque, para ele, era um lembrete dolorido da cumplicidade clara do Chade e seu reflexo direto com a crise vivida na República Centro-Africana.  Ele explica que essas pranchas de madeira são uma commodity importante na economia do Chade e que o grupo Seleka ganha dinheiro com a venda dessa madeira. Centro-africanos se queixam de que os mercenários do Chade sustentam o Seleka, criando grandes problemas para a população local.

Imigrantes muçulmanos do Chade vão à República Centro-Africana e se alinham com os rebeldes aumentando a opressão da população local. Forças de segurança do Chade têm protegido membros do Seleka e muçulmanos extremistas ao longo da crise. Agora, as forças de elite do Chade estão repatriando os muçulmanos de Bangui e causando ainda mais sofrimento para as comunidades locais. Por exemplo, durante a evacuação de muçulmanos de Damara, na semana passada, os soldados do Chade atiraram aleatoriamente na população não-muçulmana e queimaram algumas casas.

Agora, a população muçulmana local está sendo alvo de represálias. Mas nem todos os muçulmanos são responsabilizados. Muçulmanos de origem argelina que moram no bairro PK5, em Bangui, são deixados em paz, porque eles se recusaram a tomar o lado dos rebeldes Seleka. É o mesmo para os muçulmanos libaneses que continuam a operar suas lojas também em Bangui. Os poucos líderes libaneses que colaboraram com o Seleka já deixaram o país. Há muita gratidão para as tropas muçulmanas Gula, do norte da República Centro-Africana, que protegeram a população não-muçulmana na vila Pissa contra o Seleka.

Estávamos conversando acerca dessas complexidades, quando chegamos de volta em Bangui, por volta das 10h. Ficamos presos em um grande engarrafamento no mercado Petevo. Este mercado tem visto um crescimento substancial nas últimas semanas porque outros mercados maiores localizados em áreas como o PK5 e na vizinhança de Miskine tornaram-se muito perigosos para a atividade comercial.

Ficamos gratos por finalmente chegarmos à Fateb (Faculdade Teológica Evangélica), onde passamos algum tempo com colegas de Camarões e da África do Sul. Eles são pastores responsáveis por treinamentos; são mulheres líderes e conselheiros no ministério de trauma com particular destaque para as vítimas de estupro. Muitas mulheres foram estupradas durante a crise, algumas até mesmo na frente de seus maridos. Muitas dessas mulheres foram rejeitadas por seus maridos, como resultado. Uma mulher estuprada é considerada inferior a outras mulheres. Os líderes da Igreja não sabem como lidar com este problema. A Portas Abertas tem estado junto a esses líderes para ajudá-los a enfrentar este desafio, em um esforço para acolher e reparar a vida das pessoas impactadas pelo trauma.

À medida que entramos em Bangui e a fim de darmos sequência nos preparativos para a nossa viagem para o oeste e o centro do país, a cidade mostra-se mais lotada do que nunca. Há muitos policiais nas ruas e os soldados são vistos por toda parte. Há também a agitação da atividade comercial. Carros fazem longas filas em postos de gasolina e há filas fora do escritório da companhia telefônica. De repente, fomos forçados a sair da estrada para dar passagem ao carro da presidente de transição Catherine Samba-Panza, ela havia acabado de deixar o palácio residencial. Uma grande escolta de carros do governo e caminhões transportando soldados a escoltava enquanto caminhões pesados carregavam espingardas e abriam caminho. Quando ela passou, nós prosseguimos em nosso caminho.

Nosso plano é visitar as cidades de Bouar, Bozum, Bossangoa e Sibut nos próximos dias. Vai ser uma viagem cansativa de cerca de 1.600 km. Nós não sabemos onde vamos dormir ou comer. Mas vamos perguntar por pensões cristãs nas grandes cidades. Temos comida e água no carro. Também estamos levando gasolina extra.

Nossa viagem até agora tem sido abençoada e somos gratos por termos retornado em segurança para Bangui. Agora, estamos ansiosos para chegar aos cristãos no interior, porque sabemos que eles estão aguardando por pessoas como nós, que lhes mostrarão solidariedade e conforto e irão fortalecê-los. Estamos esperançosos para o nosso tempo com eles. Por favor, continue orando por nós.”

Perseguição aos cristãos

"De fato, todos os que desejarem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos."
Quando Paulo faz essa declaração em sua segunda carta a Timóteo, ele já afirma onde vivem os perseguidos por causa de Cristo: em qualquer lugar. Onde houver alguém que se comprometa a seguir a Jesus de coração, ali haverá um cristão perseguido.

De acordo com o Artigo 18 da Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, "Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular".

No entanto, de acordo com o Pew Research Center, quase 75% da população mundial vive em áreas com graves restrições religiosas. Muitas dessas pessoas são cristãs.
Para a Portas Abertas, a perseguição aos cristãos consiste em qualquer hostilidade vivenciada como resultado da identificação de uma pessoa com Cristo, incluindo palavras e atitudes hostis, dirigidas contra elas unicamente por causa de sua fé em Jesus.

Perseguição X Liberdade religiosaA perseguição aos cristãos ocorre quando:
- lhes são negados os direitos à liberdade religiosa;
- a conversão ao cristianismo é proibida por conta de ameaças vindas do governo ou de grupos extremistas;
- são forçados a deixar suas casas ou empregos temerosos da violência que pode lhes sobrevir;
- são agredidos fisicamente ou mortos por causa de sua fé;
- são presos, interrogados e, por diversas vezes, torturados por se recusarem a negar Jesus.

Perfil: cristão perseguido Disponibilizamos uma matéria da revista Portas Abertas na íntegra para que você conheça mais a fundo a definição de cristão e perseguição que usamos para nortear nosso trabalho. Saiba quem são os cristãos perseguidos que procuramos servir em nosso ministério. Faça o download!
Onde estão os cristãos que enfrentam perseguição?A cada ano, a Classificação da Perseguição Religiosa lista os 50 países em que os seguidores de Cristo são mais hostilizados, somando assim milhões de cristãos afetados pela perseguição.

O trabalho da Portas AbertasSeguir a Cristo pode custar a vida de centenas de cristãos. A Portas Abertas procura estar ao lado desses irmãos a fim de apoiá-los no que for possível e encorajá-los em todas as situações, conforme suas necessidades específicas. Conheça os nossos projetos.

Liberdade para servirLivres em Cristo para viver em total comunhão com Deus. Livres para viver em total comunhão com os irmãos. Abençoada com tamanha liberdade, a Igreja brasileira deve conscientizar-se das responsabilidades que isso lhe traz: servir a Deus e aos irmãos. A liberdade a serviço da Igreja é o tema da Portas Abertas Brasil para 2014.

Classificação da Perseguição Religiosa

Onde seguir as palavras do Senhor Jesus pode custar a própria vida: conheça os 50 países em que a perseguição aos cristãos atinge o nível mais elevado
Uma vez que seu chamado é servir os que pagam um alto preço por causa de sua fé em Jesus, a Portas Abertas entende ser necessário monitorar a situação religiosa dos países para saber onde sua ajuda se faz mais necessária. Para isso, criou a Classificação da Perseguição Religiosa (chamada anteriormente de Classificação de Países por Perseguição). Esta é a única pesquisa do tipo realizada anualmente em todo o mundo. Ela mede a liberdade que um cristão tem para praticar sua fé.
Trata-se de uma lista que relaciona os 50 países em que os seguidores de Cristo são mais hostilizados, somando assim milhões de cristãos afetados pela perseguição – atualmente, cerca de cem milhões de cristãos são perseguidos; em média, cem indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus Cristo.
Governos instáveis e extremismo islâmicoA maior fonte de perseguição à Igreja em 2013 foi o extremismo islâmico. Dos 50 países listados na Classificação da Perseguição Religiosa, 36 deles apresentaram essa tendência, principalmente na África. Seria possível dizer que a Classificação de 2014 mostra que a perseguição aos cristãos está se tornando mais intensa em mais países, espalhando-se pelo continente africano.
Os dez países mais hostis aos cristãos tratam-se de nações que passam por sérios problemas em seu governo: Somália, Síria, Iraque, Afeganistão, Paquistão e Iêmen. Junto a eles, Coreia do Norte, Arábia Saudita, Maldivas e Irã completam a primeira dezena de países em que ser cristão é, praticamente, uma prova de resistência.

Como a Classificação é formadaPara entender melhor como acontece a perseguição aos cristãos no mundo atual, a Portas Abertas definiu cinco áreas diferentes em que os cristãos são hostilizados: individualidade, família, comunidade, nação e igreja.
Ao separar as áreas para análise, a Portas Abertas elabora um questionário bastante específico e extenso que contempla as diferentes formas de perseguição. Cristãos de diversas nações são convidados a responder um total de 96 perguntas que, somadas a informações obtidas por meio de pesquisas e averiguação, culminam na pontuação do país na Classificação.

Este resultado final é usado para determinar a ordem dos países na posição de 1 a 50 da Classificação da Perseguição Religiosa. Além disso, a pesquisa faz distinção entre duas formas principais de perseguição: ameaças e pressões que cristãos vivenciam em todas as áreas da vida, e pela violência.

Não se engane ao imaginar que a violência é a forma predominante e mais invasiva de perseguição; em muitos casos, a opressão pode ter um efeito ainda mais devastador. Isso explica porque não necessariamente quanto maior a violência física contra os cristãos, maior é a perseguição.

A Portas Abertas tem monitorado a perseguição aos cristãos em todo o mundo desde 1970. Ao longo dos anos, a metodologia da pesquisa passou por uma evolução gradual. Em 2013, a metodologia foi aperfeiçoada para o modelo explicado acima.
Confiabilidade da pesquisaA partir de 2014, o processo de pesquisa e análise dos dados utilizados na Classificação da Perseguição Religiosa é auditado de maneira independente. O trabalho está sendo realizado pela única instituição com acadêmicos dedicados ao estudo da liberdade religiosa dos cristãos, o Instituto Internacional de Liberdade Religiosa (International Institute of Religious Freedom - RIFI), que conta com a atuação de profissionais de diferentes países do mundo.

Se você desejar saber mais informações sobre a metodologia e o processo de formação da Classificação da Perseguição Religiosa, entre em contato com a Portas Abertas pelo e-mail falecom@portasabertas.org.br ou ligue para 11 2348 3330.

Os mais perseguidosA cada ano, novos países entram na Classificação da Perseguição Religiosa, o que faz com que outros deixem de aparecer na lista. Isso não corresponde, necessariamente, a uma melhora na perseguição religiosa nos países que saíram do ranking, mas sim que, nos países que passam a integrar a lista, o nível de perseguição é maior. Você pode conferir onde o nível de perseguição aumentou; diminuiu; e manteve-se estável no mapa da Classificação (também disponível para download).

Novos países que integram a Classificação 2014
Bangladesh
Um novo grupo extremista reuniu milhares de pessoas em Daka, capital do país, exigindo que fossem feitas treze emendas na Constituição — uma delas era a adoção da sharia (lei islâmica).
República Centro-AfricanaNotícias de confrontos civis nessa nação africana dominaram as manchetes em 2013, cujo governo foi derrubado por um golpe militar que concedeu ao grupo rebelde Seleka o poder no país. Sempre com violência desmedida, os rebeldes estupraram, assaltaram e mataram cristãos centro-africanos. Este caso mostra como um Estado aparentemente estável pode se desintegrar e como uma minoria cristã pode correr o risco de vir a se extinguir.
Sri LankaAs igrejas do Sri Lanka experimentaram hostilidades em 2013. Mais de 50 delas foram atacadas por participantes de um movimento nacionalista budista.

Perseguição e perseverançaAlém dos países citados acima, aqueles que seguem a Cristo enfrentam a oposição de seus governos, sociedades e até parentes em 60 nações, pelo menos. Isso faz com que os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo.

A boa notícia é que a perseguição tende a estar relacionada com o crescimento e o testemunho, e normalmente refina e fortalece a fé dos cristãos, não o oposto. Por isso, em geral, o aumento das pressões contra o cristianismo mostra que a Igreja está crescendo.

Somos igualmente livresCristãos perseguidos possuem em Deus a mesma liberdade que cristãos brasileiros. Mas civilmente, não. Use sua liberdade para servi-los. 

Os desafios de uma estudante cristã em Mianmar

Aos 23 anos de idade, Cho* é a única cristã em sua casa. Ela entregou sua vida a Cristo quando Nu*, um participante do treinamento “Permanecendo Firme Através da Tempestade”, da Portas Abertas, compartilhou a Palavra de Deus com a sua famíliaCho_Mianmar.jpg
"Quando eu tinha 12 anos, o professor Nu foi à nossa casa e disse à minha família quem era Jesus e o que ele fez por nós. Depois disso, eu passei a frequentar a Escola Dominical em sua igreja doméstica toda semana. Ano após ano, eu cresci no conhecimento do Senhor. Nu me ensinou sobre Jesus e a Bíblia.”

“Logo no início da minha vida cristã, eu não era aceita e nem tratada como uma filha", lembra Cho. “O evangelho de Jesus havia sido compartilhado com meus pais, mas eles permaneceram budistas. Por ter aceitado Jesus, eu não era tratada como uma pessoa normal, e fiquei desapontada."

Além de suas dificuldades em casa, Cho também enfrentou perseguições na escola. "Meus colegas não me aceitavam como cristã. Eles não queriam ser meus amigos. Eu costumava correr para a casa do professor Nu para pedir-lhe orações."

Apesar de ter alguém para lhe apoiar, as lutas de Cho ainda a afligiam. "Durante esse tempo, eu queria mais. Eu queria ajuda. Meu professor orava por mim, mas ele não podia fazer mais do que isso. O que eu deveria fazer? Deveria continuar a seguir Jesus ou deveria parar? Às vezes eu pensava que Deus tinha me esquecido. Onde estava Deus? Algumas vezes, eu cheguei a perguntar ao Senhor se ele realmente me conhecia, se ele realmente estava preocupado comigo.”

A fé de Cho foi mais uma vez testada quando ela fracassou no exame de métricas, um requisito para prosseguir no ensino superior. "Fiquei decepcionada quando eu não passei no exame de métricas. As palavras do meu pai continuaram correndo em minha cabeça. "Se você trabalhar duro, você vai passar, se você não trabalhar duro, você não vai passar. Não é necessário orar ou ir ao culto. Basta trabalhar duro. Ele me dizia: 'Isso é o suficiente’”.

"Então eu decidi trabalhar duro", ela continuou. "Depois de algum tempo, percebi que eu deveria tentar fazer o exame de métricas novamente, porque se eu passasse, minha vida e meu futuro seriam muito melhores."

"O professor Nu sempre me motivou dizendo 'Minha filha, não se preocupe, não fique desapontada, Deus está com você, Deus vai lhe dar sabedoria para que você possa passar no exame de métricas’. Mas as palavras de meu pai continuaram falando alto em minha cabeça. Eu temia falhar de novo, mas Nu me incentivou a prosseguir”.

Em sua segunda tentativa, Cho passou na prova. "Mas só por causa da oração", disse ela. "Deus estava comigo. Eu estudei muito, tentei fazer o meu melhor, mas se Deus não estivesse lá, eu teria falhado. Por causa dele, eu passei no exame, e assim estava qualificada para os estudos superiores na faculdade.”

Cho é apoiada pela Portas Abertas em seus estudos. Ela estuda engenharia mecânica na região oeste de Yangon. Ela também fez amizade com alguns dos seus colegas de classe, em sua maioria budistas. "Mesmo quando eles começaram a saber mais sobre mim, minha atitude e comportamento, eles me aceitaram."

Cho é incentivada por Josué 1.9 que diz: "Seja forte e corajoso! Não se apavore, nem se desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar".

"Mesmo que eu tenha dificuldades, em relação à minha família e à minha educação, eu louvo a Deus e ouço suas palavras juntamente com meu professor que está sempre lá para me inspirar e incentivar."

Pedidos de oração• Interceda pelos pais de Cho para que eles creiam e aceitem Jesus como seu Salvador.
• Ore por Cho, para que ela conclua seus estudos universitários com excelência, a fim de que Deus seja glorificado entre seus amigos.
• Peça ao Senhor para que a caminhada de Cho com Jesus prossiga, apesar dos desafios que tem de enfrentar na vida.