Igreja Evangelica Jesus Cristo é o Senhor: Julho 2011

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Conheça o novo livro de Ramon Tessmann



igreja evangelica, noticias e destaques

O Músico Segundo o Coração de Deus é uma obra única, por pelo menos duas razões. Em primeiro lugar, Ramon Tessmann aborda os temas propostos com admirável sinceridade, ao mesmo tempo em que tem temor para não fugir dos limites estabelecidos pelas Escrituras Sagradas, mesmo que isto venha causar polêmica. O interesse do autor não é escrever para afagar egos de músicos e líderes, mas para trazer à luz lições inestimáveis, extraídas de situações ocorridas nos tempos bíblicos. Lições estas que devem ser levadas em consideração por todos aqueles que desejam se tornar músicos segundo o coração de Deus. Em segundo lugar, as páginas desta obra nos levam a reviver os acontecimentos do texto central e a entender o contexto da época. Desta forma, fica fácil trazer os ensinamentos para os dias atuais a fim de corrigir nosso coração quando necessário. Prepare-se para embarcar numa aventura de aprendizado e lapidação. Prepare-se para confrontar seu caráter, suas motivações e seu coração. Após conhecer os personagens deste livro, sua visão nunca mais será mais a mesma!

O Autor

Ramon Tessmann está em crescente demanda no Brasil como conferencista em áreas como adoração, ministério, vida cristã, crescimento espiritual e outras. Tem ministrado para centenas de pastores, líderes e adoradores em diversas igrejas, seminários e congressos. Ramon Tessmann é escritor de diversos livros que têm trazido profundo crescimento para a Igreja tais como Louvor e Adoração (2004), Artistas Adoradores (2005), A Busca (2005) e outros. Seus produtos têm alcançado a América do Norte, Europa, Africa e Ásia. Ramon escreve para centenas de revistas, jornais e websites. Milhares têm lido seus estudos e usado seus textos como direção ministerial e material de apoio para igrejas e preleções. Também é autor de diversas canções que têm abençoado e edificado a Igreja, trazendo mensagens de impacto e transformação para esta geração. Ramon Tessmann é casado com Amanda Tessmann e lidera o Ministério Adorazione de Louvor e Adoração, em Criciúma, SC.

Arcebispo americano teme que após o casamento gay venha a poligamia

O arcebispo Timothy M. Dolan, do Estado de Nova Iorque (EUA), lamentou que esteja se confirmando a “voz profética” da Igreja Católica quanto ao “barateamento do vínculo matrimonial”. Assim, disse, após a aprovação do casamento entre homossexuais pelo Senado daquele Estado, o que pode vir é a permissão para a poligamia.

Escreveu em seu blog que o “próximo passo” será “outra redefinição [da família] para justificar os múltiplos parceiros e a infidelidade”.

Disse que a igreja faz agora esse alerta como o fez antes da aprovação do divórcio e do casamento de gays. “Novamente tocamos o sino da torre avisando sobre essa última diluição da autêntica compreensão do casamento.”

Escreveu que a igreja nunca será antigay, mas manterá para sempre a sua luta contra a homossexualidade e a favor do tradicional casamento.
O que existe na verdade, segundo ele, é “uma teofobia – o odeio de alguns por Deus, pela fé, pela religião e pela igreja”. Afirmou que, pelo que vem ocorrendo, logo em alguns Estados americanos e países “os fiéis serão perseguidos, ameaçados e levados aos tribunais devido à sua convicção de que o casamento é entre um homem e uma mulher”.

Governadora nos EUA pede para que a população se una em oração por chuva

s temperaturas chegam a 50º e em alguns estados a sensação térmica chega a ser maior. Em Knoxville, Iowa (centro), chegou aos 55°. Em Freeport, Ilinois (norte), e em Madison, Minnesota (norte), foi de 51°. Em Nebraska (centro), Wisconsin (norte) e Dakota do Sul (norte) esteve perto dos 50°.

A governadora do Oklahoma, a republicana Mary Fallin, pediu no último domingo para que as pessoas “se unam numa oração para que chova” no Estado. Nos últimos dias uma forte onda de calor tem tomado conta de toda a região central dos Estados Unidos.

Segundo meteorologistas as sensações térmicas estão batendo recordes devido aos “níveis perigosos” de calor somados com a baixa umidade extrema. Esse efeito tem tomado conta da região central do país desde a fronteira com o Canadá até o Texas, no sul.

“Em um mês já foram batidos mais de mil recordes de calor”, disse Christopher Vaccaro, porta-voz do serviço de meteorologia nacional. Ele também alerta que essa onda de calor não vai deixar o centro do país e que a situação deve se agravar.

Missionários ajudam refugiados da Somália e da Etiópia


A FFH trabalha em conjunto com o governo do país e com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Juntos, eles estão construindo um campo de refugiados na cidade costeira de Palma através da criação de uma estação de cozinha e limpeza da terra.

Diante das secas, guerras e perseguições milhares de somalis e etíopes têm deixado seus países rumo ao norte de Moçambique em busca de refugio. Para atender essas pessoas a missão Food for the Hungry (FFH), Alimento para os Famintos (livre tradução) tem intensificado a ajuda humanitária, principalmente entre os cristãos.

Esse novo campo de refugiados tende a não aumentar ainda mais o número de acampados no campo localizado em Nampula que já detém o dobro da capacidade permitida. Passou de 5,5 mil refugiados em 2010 para mais de 10 mil hoje.

O grupo Alimento para os Famintos para acabar com fome física e espiritual em algumas das áreas mais empobrecidas e crítica do mundo. Esta ajuda humanitária com o evangelismo incentiva refugiados cristãos que deixaram tudo que tinham. E isso abre portas para ministrar o Evangelho aos feridos e perdidos. “Aqui é onde a comunidade cristã pode intensificar e juntar-se a missão”, relato um membro da Food for the Hungry.

Pastor Silas Malafaia contrapõem os discursos de igrejas inclusivas como a de Lanna Holder



em São Paulo funciona desde junho a igreja Comunidade Cidade Refúgio, liderada pela polêmica missionária Lanna Holder que na década de 90 viajou por todo o país contado seu testemunho, dizendo que havia sido liberta do homossexualismo. Mas em 2002 ela se envolveu em um escândalo, tendo um caso homossexual com a cantora Rosania Rocha. Hoje elas estão juntas e estão a frente deste ministério.

Nos últimos anos temos visto o crescimento de uma vertente do evangelho, para a maioria dos cristãos é antibíblico, que são as igrejas evangélicas voltadas para o público gay. Chamadas de inclusivas elas aceitam os homossexuais e não pregam as passagens bíblicas que condenam a prática, dizendo que a tradução de hoje não é exatamente o que o escritor do texto queria dizer.

“Quando me converti, aprendi que a homossexualidade era uma possessão demoníaca. Isso sempre foi uma luta pessoal, eu não entendia porque, mesmo selada pelo Espírito Santo e abençoada com o dom da Palavra, eu continuava sentindo desejos homossexuais”, disse Lanna Holder.

Depois de anos ela desistiu de lutar contra seus desejos e hoje acredita que o homossexualismo não é uma opção, mas uma condição que não precisa ser combatida, mas aceita. E ainda usa um texto bíblico para dizer que Deus não faz acepção de pessoas.

Por outro lado encontramos pastores que afirmam amar os homossexuais, mas não concordar com a prática. Em uma entrevista à Revista Exibir Gospel o pastor Silas Malafaia, um dos maiores articuladores dos protestos contra a PL 122, fala que essas igrejas que dizem que o homossexualismo não é pecado estão na contramão dos movimentos evangélicos, pois está escrito na Bíblia que os homossexuais não herdarão o Reino dos Céus.

“O apóstolo Paulo diz em I Co 6-9: ‘Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas´. Sodomitas, aqui, refere-se a homens que se envolvem em atos sexuais com outros homens ”, observou Malafaia.

O líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo acredita que essas igrejas “inclusivas” ignoram o Evangelho que liberta e transforma o homem. Ele cita o texto de I Co 6, no versículo 11 que diz: E é o que alguns de vós têm sido (referência aos impuros, idólatras, sodomitas); mas haveis sido lavados, santificados, justificados em nome do Senhor Jesus pelo Espírito do nosso Deus. “Então como é que a pessoa vem para a igreja e continua homossexual?”, questiona Malafaia que diz que em sua igreja o homossexual é bem recebido, mas não pode ser membro, porque está em pecado.

Malafaia também diz que Lanna Holder está teologicamente errada ao dizer que Deus não faz acepção de pessoas, usando este texto para apoiar a condição homossexual, pois Jesus ama todos, mas não consente que se continue no pecado.

“À mulher adúltera ele disse ‘Vem, mas, agora, não peque mais’. O texto áureo da Bíblia fala do amor (João 3-16), mas os versículos 17 e 18 dizem: ‘Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele’”, acrescenta.

Como o pastor também é psicólogo clínico ele afirma que não há como dizer que uma pessoa já nasce homossexual. “Não existe ordem cromossômica homossexual. O cromossomo de um homem hetero é igual ao de um homem homossexual, assim como o cromossomo da mulher hetero é como o da mulher homossexual. Homossexualidade é preferência, aprendida ou imposta, é comportamental”.

Apesar de seus discursos contrários à prática, o pastor reconhece, porém, que é necessário que as igrejas tenham uma atenção especial com os homossexuais. “Tem que ajudar, amar e integrá-lo. Muita gente não entende isso. No entanto, se quer ser membro, tem de se submeter às regras. Há salvação para o homossexual, bandido e até para os que se acham politicamente correto. Mas se não aceitar a Cristo, não será transformado, não será perdoado e vai para o inferno. Isso vale para mim e para qualquer um”, conclui.

A OBRA DA CASA DO SENHOR JA ESTA SENDO FINALIZADA










quinta-feira, 21 de julho de 2011

O BEIJO DA TRAIÇÃO

O Envangelho de Judas: Novidade Ou um Velho Conhecido

“Falava ele ainda, quando chegou uma multidão; e um dos doze, o chamado Judas, que vinha à frente deles, aproximou-se de Jesus para o beijar. Jesus, porém, lhe disse: Judas, com um beijo trais o Filho do homem?” (Lucas 22.47-48).

Abro os meus emails quase todas as noites. De vez em quando aparece uma novidade, mas via de regra é uma mesmice: mensagens propondo dietas de emagrecimento enquanto dorme, críticas ácidas dos leitores dos meus últimos artigos, notícias de mais uma explosão provocada por terroristas muçulmanos, propaganda de candidatos evangélicos (peço a Deus jamais ter de votar neles), ofertas de relógios e terrenos que não quero comprar e de viagens que não pretendo realizar. Mas, há algumas exceções sazonais, como alguns emails do mês de maio de 2006 que “credenciavam” o recém-traduzido “Evangelho de Judas”.

Não iria escrever sobre o “beijo” de Judas, no entanto, alguns desses emails efêmeros me forçaram a fazê-lo.

Naquela noite, do lado de fora dos muros de Jerusalém, poucas pessoas testemunharam aquela cena tão rápida, de poucos segundos e de um significado tão cruel. Deveria ter sido um beijo fraternal ou um ósculo santo, mas não foi. Deveria ter sido um beijo saudoso e respeitoso entre dois amigos, no entanto, também não foi.

O beijo de Judas, pelo pintor Giotto di Bondone (1267-1337).

Aquele que tornou-se o beijo mais famoso do mundo foi um beijo covarde, o beijo da entrega, da traição, da falsidade, da vileza, do cinismo, do dedo-duro, do alcagüete e da safadice. Oriundo de um impostor, embusteiro, hipócrita e fingido. O beijo de Judas Iscariotes foi como um farrapo que se prende ao anzol para tentar pegar o peixe grande; era o sinal combinado para os soldados romanos darem o bote sobre Jesus.

Essa é uma narrativa verídica de uma história antiga e mundialmente conhecida: o beijo de Judas identificou quem era Jesus para os soldados romanos.

O pouco que os Evangelhos bíblicos nos dizem sobre Judas é bastante deplorável. Esse senhor tinha um discurso a favor dos menos favorecidos mas, na verdade, não tinha cuidado com os pobres. Tinha uma bolsa que deveria guardar o dinheiro do grupo dos apóstolos, mas era ladrão e tirava o que era colocado nela (João 12.1-6). O Evangelho de Lucas narra que “Satanás entrou em Judas” (Lucas 22.3) e ele traiu o Cristo. Entregou Jesus por trinta moedas de prata (Mateus 26.14-16) e “melhor lhe fora não haver nascido!” (Mateus 26:24). Após trair Jesus, teve remorso (Mateus 27.3), devolveu as trinta moedas de prata, mas não se arrependeu.

Resumindo, nos textos bíblicos esse sujeito é descrito como o quase-Satanás. Essa é a história conhecida por todos. Ou, pelo menos era até surgir a recente tradução do “Evangelho de Judas”. Então, esse personagem passou de vilão a herói, de bandido a mocinho e de cabra-safado a bom-moço. Seria essa visão gnóstica novidade para nós cristãos? Ou apenas feijão requentado?

O Que é o Gnosticismo?

O gnosticismo é um movimento místico-cristão que surgiu paralelamente com a igreja primitiva.

Gnosticismo vem da palavra grega “gnose” (conhecimento), não, porém, no sentido comum de conhecimento racional. Os gnósticos usam o termo para um conhecimento interior, um aprendizado intuitivo, uma percepção de si mesmo que os conduz à descoberta de que “eles próprios são deuses”. Muito interessante é que a principal doutrina esotérica do multifacetado Movimento da Nova Era é a da “deidade interior”.

No segundo e terceiro séculos, os pais da igreja cristã criticaram e repugnaram com veemência os ditos “evangelhos gnósticos”. No entanto, mais de 1500 anos passaram-se para que esses evangelhos se tornassem mundialmente conhecidos. Sua descoberta arqueológica foi em dezembro de 1945, nas imediações de Nag Hammadi, no Alto Egito, por um camponês árabe chamado Muhamed Ali al-Salmman. Dentro de um pote de cerâmica vermelha, Muhamed encontrou treze livros de papiro encardenados em couro contendo 52 textos (o “Evangelho de Judas” não estava entre eles) escritos numa antiga língua egípcia chamada copta.

Os Evangelhos Gnósticos – Cristianismo às Avessas

As doutrinas gnósticas trazem uma inversão do cristianismo, onde os heróis bíblicos são os vilões e onde os maus são os bons. Vejamos:

Sobre o Deus do Velho Testamento:

Segundo o Evangelho dos Egípcios (um texto gnóstico), o Deus do Velho Testamento é chamado de Sakla (que em hebraico significa “louco”, um nome depreciativo para Yahweh).Sakla se une com o demônio Nebruel e produz espíritos assistentes, dois dos quais sãoAdonais e Saboth. Também chamam o Deus do Velho Testamento de Demiurgo (no grego), de Primeiro Arconte e de Ialdabaoth.

Para os gnósticos, Deus é um tirano, ciumento, tolo, ignorante, mau, que tentou escravizar Adão e Eva no Jardim do Éden. As ações do Deus do cristianismo são motivos de zombaria e boas risadas, especialmente quando Ele diz: “eu sou Deus e não há outro” (Isaías 45.21-22)!

Sobre a Serpente:

Segundo os textos gnósticos, a serpente é boa e não mente. A serpente é a representante da árvore do conhecimento do bem e do mal. Ela é a libertadora da raça humana, a começar pela heroína Eva, que teve a coragem de comer o fruto que o tirano Deus tinha proibido de ingerir. A serpente e Eva heroicamente se opuseram ao Deus vilão, e assim por diante... todos os homens fiéis ao Deus do cristianismo são considerados ignorantes e todos aqueles que se rebelam contra o Deus do cristianismo são sábios.

A negociante de artes Frieda Tchacos: “Fui escolhida por Judas para redimi-lo”.

O Texto Recém-Traduzido do Evangelho de Judas

O texto recém-traduzido do “Evangelho de Judas” é uma cópia do original produzida no Egito provavelmente durante o quarto século.

Embora não faça parte dos 52 textos dos “Evangelhos Gnósticos” de Nag Hammadi, o “Evangelho de Judas” também segue a mesma cartilha gnóstica. Sua descoberta arqueológica ocorreu em 1978 em um vilarejo ao sul da cidade do Cairo, quando um lavrador em busca de relíquias encontrou uma caixa de pedra contendo no seu interior esse manuscrito encadernado em couro. O “Evangelho de Judas” é composto de treze folhas de papiro escritas dos dois lados em língua copta.

Após a sua descoberta, o “Evangelho de Judas” chegou a ser vendido duas vezes no mercado negro e roubado uma vez. Hoje o texto está em mãos de Frieda Tchacos, uma suíça negociante de artes, que adquiriu o livro no câmbio negro através de um negociante egípcio. Tchacos cedeu os papiros à fundação Maecenas, criada por seu advogado. A fundação Maecenas conseguiu restaurar 85% do texto original, os outros 15% foram perdidos para sempre.

A National Geographic Society comprou os direitos de divulgação do texto escrito e do documentário em DVD. Então, está na hora de respondermos à seguinte pergunta: O que nos relata o texto do tão badalado “Evangelho de Judas” restaurado?

Eis alguns trechos do dito evangelho contidos no DVD da National Geographic:

“Este é o relato da revelação que Jesus fez a Judas três dias antes de ter celebrado a Páscoa”[1][...]

Jesus ri quando os apóstolos oram agradecendo a Deus pelo pão, os apóstolos não entendem e ficam zangados. Jesus acha engraçado a ingenuidade dos apóstolos em estarem orando a um Deus transcendente em vez de orarem ao deus interior. A propósito, Jesus ri muito no “Evangelho de Judas”[2]. [...]

Jesus diz para Judas:

A Fundação Maecenas afirma ter restaurado 85% dos manuscritos do “Evangelho de Judas”.

“Afasta-se dos outros apóstolos e contar-te-ei os mistérios do reino. Um espaço imenso e sem fronteiras que nem a vista dos anjos alcança e que nenhum coração conseguirá entender. Um reino sem nome”. [3] [...]

Leia agora um suposto diálogo entre Judas e Jesus, contido nesse evangelho:

Judas: “Mestre, numa visão vi-me apedrejado até a morte pelos discípulos”.

Jesus: “Tu serás o apóstolo maldito entre os demais. É possível que alcances o Reino dos Céus, mas sofrerás muito”.

Judas: “Mas que bem me fará isso?”

Jesus: “O brilho da tua estrela encobrirá as outras. Serás maior do que todos eles. Judas, tu sacrificarás o Homem que vive em mim. Judas, a estrela que indica o caminho é a tua”.[4] [...]

Um comentarista então interpreta o sentimento de Judas, após ouvir essas últimas palavras de Jesus:

“Então Judas entende que a sua missão é trair Jesus, porém ele não faz uma coisa ruim. Na verdade, é um bom ato de sacrifício, como um ato de adoração, uma coisa boa, uma coisa sagrada”.[5] [...]

Jesus, após ter sido beijado por Judas, cochicha no ouvido do apóstolo: “Amigo, faz o que vieste fazer”.[6] [...]

O “Evangelho de Judas” termina abruptamente com a traição de Judas. Omite a crucificação e a ressurreição de Cristo porque, para os gnósticos, a Sua morte e ressurreição não são o que realmente importa. O que interessa para eles é que o corpo vai morrer e o espírito vai continuar e Jesus tinha que se libertar da prisão que era o Seu corpo.[7]

Irineu Atacou o “Evangelho de Judas”

O texto original do “Evangelho de Judas” foi escrito em grego e já era conhecido dos pais da igreja durante o segundo século.

Judas beijando Jesus (cena do DVD da National Geographic). Nesse momento, Jesus teria dito para Judas: “Amigo, faz o que vieste fazer”.

Na década de 180, Irineu, o bispo de Lyon, na França, escreveu um livro em cinco volumes intituladoDestruição e Ruína Daquilo que Falsamente se Chama Conhecimento, alusão direta à sabedoria esotérica propagada pelos gnósticos. A obra tornou-se conhecida apenas como Contra os Hereges. Irineu chamou os gnósticos de “caimitas” (isto é, defensores de Caim) e de “agentes de Satã”.

Sobre os escritos do “Evangelho de Judas”, Irineu sentenciou: “defendem Judas, o traidor, dizendo que ele é admirável e grande, devido às vantagens que ajudou a conferir à humanidade. Mas Deus preparou o fogo eterno para todo tipo de heresia”.

Os Dois Níveis de Fraude do Evangelho de Judas

Peter Jones, teólogo e apologista cristão, conclui assim o seu artigo intitulado “Pop Gnosticismo: Dan Brown, Hollywood e O Evangelho de Judas”:

“O Evangelho de Judas envolve dois níveis de fraudes:

Nível Um: Um editorial do Los Angeles Times (15 de abril de 2006) explicou que Frieda Nussberger-Tchacos, a negociante de antigüidades suíça que entregou o recentemente descoberto Evangelho de Judas para a National Geographic é uma saqueadora condenada. Tchacos se auto-apresenta numa prosa semi-angelical como ‘escolhida por Judas para reabilitá-lo’. Judas sem dúvida reabilitou-a, ao som [do tilintar] de 1,5 milhão de dólares. OTimes revela com ironia deliciosa que, para evitar a prisão, essa criminosa (que indubitavelmente quebrou a lei trazendo o livro de Judas para fora do Egito), em um estilo bem típico de Judas, traiu o colega Marion True, ex-diretor do Museu J. Paul Getty, que agora está sendo julgado por traficar obras de arte saqueadas. Graceja o Times: “...algumas coisas não mudam – exceto pela inflação. Antigamente eram trinta moedas de prata, hoje são 1,5 milhão de dólares: tudo continua girando em torno do dinheiro’. Há ainda mais uma ironia: esse ‘novo’ evangelho tem academicamente o nome de ‘códice Tchacos’!”

Nível Dois: Com toda a vulgaridade cercando sua publicação, Judas tornou-se um ‘evangelho’ antigo e genuíno, escrito em folhas de papiros datadas do quarto século. O segundo nível de fraude é ideológico. A mídia consulta primeiro os liberais, que ‘moldam e armam o assunto’ de modo a justificar suas próprias erudições e práticas religiosas. Elaine Pagels, reabilitadora dos evangelhos gnósticos desde a década de 70, declara que esse novo ‘evangelho’ ‘explodiu o mito de uma religião monolítica, mostrando quão diversificado e fascinante era o movimento cristão no início’. Bart Ehrman chama [o Evangelho de] Judas de ‘maior achado da antiguidade cristã’. Seus tradutores oficiais argumentam que Judas demonstra ‘a rica diversidade de perspectivas dentro do cristianismo antigo... durante o seu próprio período de formação’. Eles desmentem os pais da igreja do segundo século (que denunciaram o erro gnóstico), como ‘caçadores de heresias’, deixando a impressão de que tudo o que diz respeito a Jesus e à fé cristã está disponível para ser devorado pelas suas garras.

Nada tem mudado. Temos conhecimento dessa diversidade do segundo século há 1800 anos. O ‘mito da religião monolítica’ é um homem de palha moderno. A igreja do século XX não foi surpreendida em 1945, quando 52 textos gnósticos foram encontrados em Nag Hammadi, Egito. Judas não é ‘explosivo’. Apenas eleva a conta para 53 textos.

Material de divulgação produzido pela National Geographic: Manchetes em revistas, livros, DVD e exposições.

Judas contém todas as noções típicas (e radicais) do Gnosticismo Seteriano [a] do segundo século. O Deus Criador é um demônio mau. Os réprobos da história do Velho Testamento – Caim, Esaú, Coré e os sodomitas – são os heróis verdadeiros. Adão, Abraão, Isaque, Jacó e os profetas são ‘uma estirpe para rir-se deles’. Obviamente, Judas encaixa-se no protótipo dos heróis. Em Judas, Jesus ri o tempo todo. No The Second Treatise of The Great Seth (O Segundo Tratado do Grande Sete), um documento gnóstico de Nag Hammadi, Sete/Cristo ri de Deus, quando o mesmo diz: ‘Eu sou Deus e não há outro além de mim’, e também da ignorância daqueles que pensavam que estavam crucificando Cristo (uma vez que foi Simão, o cirineu, que foi crucificado). Sete/Cristo sabe que Deus é tolo e que por trás dele tem o Grande Espírito. Em um outro texto gnóstico, The Hypostasis of The Archons, a deusa gnóstica lança Jeová no inferno!

É uma fraude teológica sugerir que esses textos gnósticos testemunham a diversidade cristã ou introduzem ‘perspectivas’ diferentes. Os antigos “evangelhos” gnósticos e os evangelhos tradicionais bíblicos do primeiro século representam duas religiões mutualmente incompatíveis, no entanto, superficialmente semelhantes apenas no uso em comum de certas terminologias cristãs. É uma fraude sugerir, como faz Pagels, que essa bem conhecida “diversidade” do segundo século (que os pais da igreja chamavam de apostasia) era típica da cristandade do primeiro século, e que Jesus muito provavelmente tenha sido um gnóstico. Pagels insinua que os crentes cristãos no início do “período formativo” da igreja não podiam decidir entre essas duas versões da cristandade (versões tão diferentes quanto ateísmo e teísmo) que lutavam entre si para serem aceitas. Pagels nos pede para aplicar a “hermenêutica da suspeita” pós-moderna à versão bíblica tradicional. Ela assegura que a versão tradicional foi imposta sobre o mundo no terceiro e quarto séculos pelos vencedores eclesiásticos com fome de poder.

Talvez devamos aplicar a “hermenêutica da suspeita” nos eruditos como Bart Ehrman e Elaine Pagels. Ambos eram outrora cristãos evangélicos, que, favorecendo os seus próprios relativismos espirituais e teológicos, precipitaram-se sobre esses textos recém-achados para moldarem o assunto, agarraram-se às manchetes e produziram um relato ridículo acerca do início do cristianismo. Estão nos solicitando que acreditemos que um dos mais bem-sucedidos movimentos religiosos da história da humanidade iniciou-se de uma confusão radical e das incertezas de mentes enlameadas. Evangelhos, como Judas, são apenas “evangelho” para eruditos como Pagels, uma vez que tamanha confusão significa que os ‘cristãos’ de hoje podem acreditar em qualquer coisa que queiram acreditar – com uma consciência limpa. A própria Elaine Pagels escolhe acreditar em uma mistura de cristianismo com budismo e ainda admite que sente uma atração estranha pelo gnosticismo.

A Prisão de Cristo, do pintor holandês Dierick Bouts (Pinacoteca de Munique).

No entanto, essa “nova abordagem” sobre o cristianismo, popularizada por Dan Brown em seu bem-sucedido romance O Código da Vinci, e no filme homônimo, não são novidade alguma para aqueles que querem um relato histórico aceitável das origens da fé cristã e da pessoa de Jesus.[8]

Por Que Não Damos Crédito aos Evangelhos Gnósticos?

Os pais da igreja cristã no segundo e terceiro séculos fizeram muito bem em reprovar os escritos gnósticos. Erwin Lutzer é um conhecido apologista cristão da atualidade e nos dá três razões para não aceitarmos os escritos gnósticos:

Primeira razão: Autoria espúria!

“Para começo de conversa, nem mesmo o pesquisador mais radicalmente liberal acredita com seriedade que o Evangelho de Tométenha sido escrito pelo Tomé do Novo Testamento, ou que oEvangelho de Felipe tenha sido escrito pelo Filipe do Novo Testamento. Pode-se afirmar o mesmo dos outros evangelhos gnósticos que ostentam o nome de apóstolos. Como poderemos ver, as datas dos documentos e os locais em que foram escritos demonstram terem sido não mais que meramente atribuídos aos apóstolos. Isso tinha por finalidade emprestar-lhe credibilidade, dando assim a impressão de serem uma versão remota do cristianismo.

A igreja primitiva rejeitava completamente qualquer livro escrito sob pseudônimo, ou seja, por alguém usando o nome de um apóstolo a fim de ganhar credibilidade. O apóstolo Paulo, já a par desses escritos em sua época, escreveu: “Irmãos, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos a vocês que não se deixem abalar nem alarmar tão facilmente, quer por profecia, quer por palavra, quer por carta supostamente vinda de nós, como se o dia do Senhor já tivesse chegado” (2 Ts 2.1-2, NVI). Os hereges, já naquela época, escreviam cartas usando o nome de Paulo. Tais fraudes não condizem com a inspiração divina creditada aos documentos do Novo Testamento”.[9]

Segunda razão: As datas tardias dos livros!

A gnóstica Elaine Pagels sempre levantou infundáveis suspeitas sobre os evangelhos bíblicos.

“Esses textos gnósticos não foram escritos por testemunhas oculares dos fatos do Novo Testamento. Mesmo estudiosos que preferem atribuir credibilidade a esses documentos afirmam que a data mais antiga não se situa antes de 150 d.C. São pelo menos cem anos ou, mais provavelmente, 150 anos após a época da crucificação de Jesus. [...] outros textos têm sido atribuídos aos séculos IV, V ou mesmo VI – muitas centenas de anos depois dos dias de Jesus”.[10]

Terceira razão: O conteúdo dos livros não tem confirmação histórica e geográfica!

“Se você ler os evangelhos gnósticos, não ficará impressionado com semelhanças entre eles e o Novo Testamento, mas, sim, com as mais incríveis discrepâncias. Esses evangelhos não são apenas desprovidos de conteúdo histórico, mas chegam a ser anti-históricos. Contêm pouco conteúdo narrativo e nenhum senso cronológico. Não demonstram interesse algum em pesquisa, geografia ou contexto histórico. Não trazem nenhuma pretensão de estar em harmonia com os outros evangelhos canônicos. Apresentam algumas citações e alusões ao Jesus do Novo Testamento, juntamente com muitas frases absurdas atribuídas a ele”.[11]

“Os evangelhos gnósticos contêm conceitos especulativos. A maioria poderia ter sido elaborada a despeito da vinda de Jesus Cristo. Muitas das citações presentes no Evangelho de Tomé, por exemplo, poderiam ter sido proferidas por qualquer líder religioso ou pretenso profeta. Os gnósticos, no entanto, a fim de autenticar suas especulações, procuravam vincular suas doutrinas a Jesus e aos apóstolos. Em conseqüência, aproveitavam-se de algumas palavras de Jesus, mas desprezavam completamente sua obra de redenção. O que importavam eram as idéias, não os acontecimentos. [...]

Pintura do beijo de Judas em Jesus, feita pelo italiano
Michelangelo Caravaggio, c. 1598.

Longe de ser uma versão autêntica do cristianismo, o gnosticismo era um parasita que tentava vincular seus conceitos platônicos ao incipiente e popular movimento cristão. Temos todos os motivos para crer que a igreja primitiva estava correta em insistir que o gnosticismo era uma corrupção da verdade original, e não uma fonte legítima e imparcial de informações sobre Jesus e a fé cristã. A concepção atual de que os gnósticos foram vítimas do cristianismo, sendo então absorvidos por uma igreja ávida por poder, é simplesmente mentirosa”.[12]

Imagine se os nossos Evangelhos neotestamentários fossem acusados de autorias espúrias, datas tardias, sem testemunhas oculares e de serem um ajuntamento de ditos sem consistência, sem confirmação histórica e geográfica? Os gnósticos, com certeza, e cobertos de razão, cairiam matando a pauladas a Bíblia Sagrada.

Conclusão: Ô Beijinho... Ô Beijinho...

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” (Isaías 5.20).

Forças anticristãs sempre seguiram as pegadas terrenas da Igreja de Cristo, mas, à medida que nos aproximamos do nosso Arrebatamento, esses ataques passam a ser mais virulentos.

Querem nos convencer que o ‘Evangelho de Judas’ nos traz novidades, quando, na verdade, é roupa velha, desbotada, apertada e cheirando a naftalina.

Detalhe do quadro de Caravaggio ao lado de uma das folhas em papiro do “Evangelho de Judas”.

Os ditos “Evangelhos Gnósticos” são um revisionismo bíblico diametralmente oposto ao cristianismo, uma tentativa de desmantelar o cânon e a ortodoxia bíblica. Sempre foi assim e assim será: os gnósticos, já que não conseguem silenciar a Bíblia, deturpam-na! Para mim, o beijo de Judas Iscariotes continua safado e o seu suposto “evangelho” não passa de versos satânicos.

Bem, já é tarde da noite e está na hora de checar os meus emails... dietas, macetes, críticas, terroristas, candidatos, relógios, terrenos, viagens... tudo voltou à normalidade.

Ciente de que o “Evangelho de Judas” não passa de mais uma armação gnóstica e de fruta podre de final de feira, “Em paz também me deitarei e dormirei, porque só Tu Senhor, me fazes repousar em segurança” (Salmo 4.8). Amém! Boa Noite! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa)


[a] Seteriano: No texto gnóstico intitulado “Paráfrase de Shem”, os sodomitas são os membros corretos da raça de Sete e é por isso que eles incorrem na ira do “deus do velho testamento” (O Demiurgo). Esses descendentes de Sete naturalmente afirmaram que a narrativa deles sobre a criação do mundo era a versão verdadeira e que as narrativas bíblicas são falsas e enganosas.

CONSUMIDORES


O que quero dizer com cristianismo de consumo? Em termos gerais, é qualquer tentativa de construir o Reino de Deus ou edificar o cristão individual (ou atrair o convertido potencial ao cristianismo) por meios e métodos que apelam à carne – ou seja, o coração enganoso e egoísta do homem. O começo de tal cristianismo consumista foi no jardim do Éden quando Satanás manipulou Eva para que desobedecesse a Deus, deixando que ela cresse, no entanto, que estava aperfeiçoando a si mesma (Gn 3.1-6).

Especificamente relacionado com o que está acontecendo hoje em dia, o cristianismo de consumo é um esforço para ajudar igrejas cristãs a crescerem em tamanho e a se tornarem eficientes através da aplicação de princípios comerciais, estratégias de marketing e conceitos de gerenciamento. Esse é o empreendimento mais popular do cristianismo atual, fato bastante estranho, até mesmo preocupante, para qualquer pessoa que tenha entendimento de “consumismo” e “cristianismo”. Por quê? Porque esses dois termos são antagônicos.

Consumismo, no senso de negócios, é um conceito baseado em satisfação do freguês, a qual é a chave para qualquer transação comercial de sucesso. O produto ou serviço oferecido deve ser ajustado aos desejos e necessidades expressas pelo freguês, ou não haverá lucro sustentável. O freguês sempre tem razão, porque onde não há freguês, não há lucro e, portanto, não há transação comercial.

Deus reina no cristianismo bíblico. A Sua revelação para a humanidade são “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade” (2 Pe 1.3). Cristianismo bíblico é simplesmente tudo o que a humanidade necessita saber para ser reconciliada com Deus, para fazer a Sua vontade diariamente e para viver com Ele por toda a eternidade. Não é uma estratégia de marketing e, de fato, não tem nenhuma associação ao mundo de negócios e seus conceitos.

Qualquer tentativa de aperfeiçoar a prática do cristianismo bíblico através de princípios comerciais está, no melhor dos casos, adicionando metodologias fúteis à Palavra de Deus. No pior dos casos, tal tentativa rejeita a suficiência das Escrituras em favor das obras da carne, apaga o Espírito Santo e sujeita aqueles que assim procedem ao serviço do deus deste mundo, a serem enganados por ele e, finalmente, a se tornarem seus escravos. De qualquer modo, leva à destruição espiritual na igreja e tem conseqüências eternas.

O cristianismo de consumo está no centro do movimento de crescimento de igrejas e seu efeito letal pode ser encontrado em todas as denominações (também pseudo-cristãs). Muitas igrejas evangélicas têm se entregado de coração a uma estratégia de marketing designada primeiramente a atrair os perdidos, que são vistos como fregueses em potencial. À medida que os não-cristãos freqüentam os cultos e se misturam com os membros (novos e mais antigos), não se pode evitar que o conceito de consumismo se espalhe por toda a congregação. Inevitavelmente, isso afetará a pregação, a música, a Escola Dominical, as programações, etc., o que, por sua vez, produzirá uma falta de profundidade através da igreja inteira.

Freqüentemente, as estratégias de marketing têm tido sucesso em adicionar números a uma congregação. Dezenas de milhares de pastores nos EUA e internacionalmente têm sido influenciados por ministérios altamente populares, colocando em prática metodologias de marketing usadas por eles, visando ganhar almas e aumentar o número de membros em suas igrejas.

Freqüentemente, as estratégias de marketing têm tido sucesso em adicionar números a uma congregação. Será essa a maneira bíblica de ganhar almas e efetivar o crescimento na igreja?

Será essa a maneira bíblica de ganhar almas e efetivar o crescimento na igreja?

Para alguns cristãos bíblicos a resposta é obviamente “não!”, mas para um número cada vez maior dos que proclamam ter a Bíblia como autoridade e fonte totalmente suficiente da verdade de Deus, esse “não!” tem mudado para “possivelmente... talvez...” ou “sejamos cuidadosos em não jogar fora o que é bom junto com o que não tem valor”. Vejamos, portanto, se há algo de valor a ser salvo em tudo isso.

O consumismo tem apoio nas Escrituras? Será que Deus formatou o Evangelho para gratificar os desejos mundanos da humanidade? Existem certas coisas na Bíblia que devem ser evitadas para que não assustem os que poderiam se converter? Será que a Palavra de Deus reflete uma preocupação de que as pessoas possam tomar outro rumo se as necessidades que sentem não forem saciadas? A Bíblia nos manda tornar a verdade mais aceitável ao oferecê-la aos perdidos de uma forma diluída ou usando entretenimento? Ainda se trata do Evangelho que salva quando a mensagem é alterada para agradar ao paladar dos não-cristãos? Se algum cristão acha que a resposta a essas perguntas é “sim”, creio que o pensamento do mundo já influenciou profundamente seu entendimento bíblico.

Certamente, os pastores é que deveriam saber melhor. No entanto, na maioria dos casos em que o consumismo afetou uma igreja, os pastores foram o instrumento em implementá-lo. Os pastores aos quais estou me referindo, e com os quais estou muito preocupado, são aqueles que se consideram bíblicos, que sinceramente querem ver almas salvas e que honestamente querem cumprir seu chamado e seu ministério de maneira agradável a Deus. Como pode tal pastor de ovelhas ser atraído para o cristianismo de consumo?

O processo freqüentemente se desenvolve de forma sutil. Imaginemos que um pastor ama os membros de sua igreja e quer que sejam felizes. Ele também quer que cresçam espiritualmente e está sempre procurando meios pelos quais novas ovelhas possam ser adicionadas ao rebanho. Quando conflitos acontecem e expectativas de crescimento não se realizam, as soluções são freqüentemente procuradas com outros que tiveram sucesso nesses aspectos. Os remédios recomendados quase sempre envolvem alguma forma de ajustamento.

Por exemplo, um conflito muito comum que existe hoje em dia é sobre os diferentes gostos em música, o qual é usualmente resolvido estabelecendo-se cultos separados – um com hinos tradicionais e outro com cânticos atuais. Como essa solução parece satisfazer a maioria dos membros, muitos pastores sentem-se encorajados a adicionar mais almas à sua igreja ao combinar a atração da música contemporânea com mensagens ao gosto do público (ou seja, atraentes e que não o façam sentir-se ameaçado), apresentadas num culto casual e conveniente de sábado à noite. Programas inovadores são, então, formulados para sustentar o interesse desses membros em potencial e para motivar os membros desinteressados e inativos, com ênfase particular em atividades de entretenimento para atrair jovens e mantê-los na congregação.

Alguns pastores têm me contado que, relutantemente, coletam idéias já usadas pelo mundo para que possam competir com ele, de maneira a alcançar os perdidos para salvá-los do mundo. Eles estão cientes da ironia desse método, mas argumentam que é o único jeito de não ter que ficar pregando para bancos vazios. A propósito, a pregação é freqüentemente diminuída e suplementada por visuais, produções musicais e teatrais.

A pregação é freqüentemente diminuída e suplementada por visuais, produções musicais e teatrais.

Esse é um caminho que, embora pareça inofensivo a princípio, leva ao caminho largo do cristianismo de consumo. Apesar de simpatizarmos com pastores que se sentem compelidos (alguns até coagidos pela própria igreja) a descer até esse caminho, a verdade é que ele é pavimentado com meios-termos bíblicos e leva a um beco espiritual sem saída.

Essa metodologia para o crescimento da igreja não é algo novo na cristandade. Trata-se de uma forma crônica de fazer as coisas do jeito do homem ao invés de seguir o modo de Deus. O imperador Constantino, que viveu no século IV, ainda está para ser igualado em suas estratégias de sucesso para o “crescimento da igreja”. Ele professou ter se tornado cristão e induziu a metade do Império Romano a fazer o mesmo. Essa era de compromissos assumidos pelo imperador (que intitulou a si mesmo “Vigário de Cristo” e “Bispo dos Bispos”) de modo a atrair novos convertidos é caracterizada por Will Durant como um tempo em que “o mundo se converteu ao cristianismo”.[1] Outro historiador escreveu: “Ao invés de ser uma fonte de melhorias (em relação às perseguições que os cristãos sofriam antes), essa aliança (política) foi uma fonte de ‘maior perigo e tentação’... Enchendo as igrejas indiscriminadamente com pagãos... simplesmente acabou com as claras demarcações morais que separavam a ‘igreja’ do ‘mundo’.”[2]

Um milênio mais tarde, “Martim Lutero encontrou uma Roma pagã totalmente entregue ao dinheiro, à luxúria e a males semelhantes”, escreve Edwin Booth. Ele se “espantou e não conseguiu compreender o porquê disso”.[3] O grito de guerra da Reforma foi “Sola Scriptura!” e, apesar desse lema não ter sido seguido totalmente, a Palavra de Deus e Seu caminho foram restaurados como autoridade e regra de vida para milhares de pessoas enganadas pela acomodação devastadora que se abatera sobre a Igreja Católica Romana.

O cristianismo de consumo nunca foi uma prática de um lado só. É necessário que haja um ofertante e um receptor. Tetzel, um monge dominicano do século XVI, famoso vendedor de indulgências, foi um grande manipulador. Ainda assim, seu trabalho foi facilitado por “indulgir” a natureza egocêntrica dos seus fregueses católicos. Tanto ricos quanto pobres estavam dispostos a pagar qualquer coisa para evitar as chamas do inferno e o purgatório.

O protestantismo tem tido sua quota de exploradores espirituais e de consumidores a serem explorados. Da mesma maneira que a “campanha de levantamento de fundos” de Tetzel foi fundamental para a construção da Basílica de São Pedro em Roma, os evangelistas de “saúde e prosperidade” do século XX (muitos continuando do mesmo jeito atualmente) ajudaram a transformar a Trinity Broadcasting Network (canal de TV nos EUA) na maior rede televisiva religiosa do mundo. Distorcendo a doutrina bíblica da fé e tornando-a em uma força que qualquer pessoa pode usar para obter poder e cura, esses espertalhões ajuntaram fortunas às custas de pessoas biblicamente fracas e iletradas, como também daqueles cujo “deus... é o ventre, e a glória está na sua infâmia, visto que só se preocupam com as coisas terrenas” (Fp 3.19).

Durante os últimos quinze anos, os mais suscetíveis às maquinações de charlatães religiosos eram crentes professos que tinham mais afinidade com experiências do que com a sã doutrina. Eles se achavam usualmente entre os pentecostais e carismáticos. Crentes mais cuidadosos, cientes da doutrina, pareciam estar imunes a idéias como a da “semente de fé” de Oral Roberts, ou aos shows blasfemos de “poder do Espírito Santo” de Benny Hinn, dois líderes entre muitos que promovem a linha de “sinais e maravilhas”.

Contudo, a credulidade espiritual agora achou solo fértil – ou melhor, um charco profundo – entre aqueles que tradicionalmente se ativeram ao discernimento bíblico. Apesar das metodologias sedutoras serem um pouco diferentes, as bases para o engano espiritual efetivo são as mesmas: nenhum cristão, evangélico ou não, está imune a “tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, a soberba da vida...” (1 Jo 2.16). Além do mais, a única proteção contra tal engano – a leitura e a obediência à Palavra de Deus no poder do Espírito Santo – está sendo sistematicamente diluída por toda a igreja evangélica.

A História da Igreja tem demonstrado a necessidade de se aderir à Palavra de Deus e quando isto acontece o resultado pode ser visto em santidade e frutos. Quando o cristianismo bíblico é adulterado (por adicionar-se métodos de homens), ou completamente abandonado, as distorções religiosas dos homens prevalecem, levando a Igreja a uma cegueira e anemia espiritual: “Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12). Existe uma correlação entre o nível de apoio nas Escrituras que uma igreja demonstra e sua aceitação de práticas e crenças heréticas. À medida que uma igreja se esvazia de entendimento bíblico, a habilidade de seus membros de discernirem falsas doutrinas torna-se praticamente nula.

O efeito mais perigoso do cristianismo de consumo é o que ele faz da apresentação do Evangelho da Salvação, a única esperança que as pessoas têm de se reconciliar com Deus. No cristianismo de consumo ouve-se uma propaganda sutil, mostrando todas as coisas que Deus oferece à humanidade: “Ele nos ama tanto que deseja que passemos toda a Eternidade com Ele, a humanidade é muito importante e de valor infinito”. Isso torna-se a razão do sacrifício de Cristo na cruz. A essa mistura de verdades e distorções voltadas para o ego, adiciona-se uma breve “oração de conversão” que deve ser repetida por aqueles que foram persuadidos a aceitar a oferta sedutora. Esse método tornou-se tão comum que é até difícil para alguns cristãos reconhecerem que há algum problema com ele, sem falar em discernirem quão duvidoso é se as pessoas alcançadas foram realmente salvas.

Como? Comecemos por alguém que foi genuinamente salvo e vamos examinar a situação a partir daí. Qualquer pessoa que é nascida de novo pelo Espírito de Deus tem um coração novo, cheio de amor genuíno por Deus e pelos outros, como também pela Palavra. Ele ou ela é uma nova criatura e, ainda que não seja perfeita, dentro dela existe um coração que deseja agradar a Deus mais do que a si mesma.

“Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte” (Pv 14.12).

Um exemplo específico é encontrado em Lucas 7.36-50, envolvendo uma mulher de má reputação que entrou na casa de Simão, o fariseu, por quem Jesus tinha sido convidado. Ela lavou os pés dEle com suas lágrimas, secou-os com os seus cabelos e beijou-os repetidamente. Jesus declarou que ela amou muito porque muito lhe fora perdoado.

Essa passagem nos mostra como é essencial a convicção de pecado quando alguém vem a Cristo. Os fariseus, cheios de si e virtuosos aos seus próprios olhos, tinham pouca ou nenhuma convicção de pecado, portanto, não procuravam perdão. A mulher, pelo contrário, não pensou em si mesma, ou no desprezo dos convidados daquele jantar. Sua gratidão a Jesus, por ter lavado os seus pecados, a compeliu a morrer para si mesma e a viver para Ele.

O evangelho de acordo com o cristianismo de consumo, por outro lado, tem que apelar para o ego, colocando a ênfase em coisas (verdadeiras ou distorcidas) que vêm ao encontro das necessidades expressas dos perdidos. Isso restringe seriamente quase todas as doutrinas bíblicas que possam trazer convicção de pecado. Qual é o problema? É que Jesus veio salvar os pecadores, não os consumidores.

A CIÊNCIA CONTRA A DEUS

Criação versus Evolução: A Batalha pela Verdade

Richard Dawkins, eminente cientista versado em etologia[1] e autor de livros, descreve a pessoa que não crê na evolução da seguinte maneira: “Pode-se afirmar com a mais absoluta certeza que se você encontrar alguém que alega não acreditar na evolução, está diante de uma pessoa ignorante, tola ou doente mental – ou mesmo perversa, mas prefiro não considerar esta última hipótese”.[2]

Segundo uma pesquisa de opinião pública realizada pela CBS, essa descrição feita por Dawkins retrata a maioria dos cidadãos americanos. A pesquisa demonstra que “os americanos não acreditam que o ser humano originou-se a partir de um processo evolutivo [...] apenas 13% dos entrevistados declaram que Deus não teve qualquer participação [i.e., na criação]”, e “cerca de dois terços dos americanos querem que o criacionismo bíblico seja ensinado nas escolas junto com a evolução”.[3]

Em seu livro que se tornou um best-seller, intitulado The Blind Watchmaker [i.e., O Relojoeiro Cego], Dawkins argumenta que o universo existe sem nenhum projeto, ao declarar: “Eu desejo convencer o leitor de que por coincidência a perspectiva darwinista não só é verdade, mas que ela também é a única teoria conhecida que, em princípio, pode explicar o mistério de nossa existência”.[4] E o pior é que Dawkins acha que está absolutamente certo.

Outros que compartilham da mesma autoconfiança de Dawkins são os editores da revistaScienceWeek. Num editorial, eles achincalharam a perspectiva criacionista classificando-a como “blasfêmia”; acusaram os criacionistas de pensadores primitivos que “crêem que a terra é uma panqueca plana de alguns milhares de anos de idade, que se apóia nas costas de quatro elefantes gigantes”. Além disso, eles advertiram os Estados Unidos para que deixem os “beatos” fora do ensino público, porque “eles subvertem o ensino da ciência nas escolas públicas”.[5]

Ken Ham, um eminente porta-voz do criacionismo bíblico, fundador e presidente da organização Answers in Genesis [i.e., Respostas em Gênesis; sigla em inglês: AiG], foi ridicularizado e censurado recentemente pela imprensa secular por causa da construção do Museu da Criação, orçada em 25 milhões de dólares, situado em Petersburg (Estado do Kentucky), nas proximidades de Cincinatti (Estado de Ohio). O site da AiG na internet revela que o museu “proclamará ao mundo que a Bíblia é a autoridade suprema em todas as questões de fé e prática, bem como em todas as áreas a que se refere”.[6]

Andrew Kantor, colunista do jornal USA Today, chamou esse museu de “estorvo nacional” que utiliza “ciência fraudulenta para convencer pessoas ingênuas a acreditarem em tolices”.[7] O grande cisma que divide aqueles que crêem na criação e aqueles que não crêem já existe há séculos. Entretanto, os evolucionistas têm se tornado cada vez mais agressivos e mais determinados do que nunca a eliminar Deus daquilo que eles consideram ser o cenário originado a partir do Big Bang [i.e., a hipótese da “Grande Explosão Cósmica”].

A partir de quando surgiu essa grande mentira? No século VI a.C. já havia gregos que rejeitavam o conceito de um plano (ou propósito) inteligente evidenciado no universo. O biógrafo Desmond King-Hele escreveu que o grego Anaxímenes acreditava que a vida “originou-se na água, [...] surgiu espontaneamente num lodo primitivo”. King-Hele ainda escreveu que outro grego acreditava que o ser humano “desenvolveu-se a partir dos peixes num processo gradual”.[8] No primeiro século d.C., o apóstolo Paulo confrontou os cidadãos atenienses, inteligentes apesar de serem pagãos, com uma simples afirmação explicativa sobre a criação, referindo-se ao “Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe” (At 17.24).

Até mesmo na Europa cristã de meados do século XVIII, naturalistas como o botânico sueco Carolus Linnaeus [conhecido em língua portuguesa como Carlos Lineu) e o francês Georges de Buffon levantaram dúvidas sobre o conceito da Criação, sem, contudo, descartar a ação de Deus.

Houve vários evolucionistas precoces, embora na sua maioria desconhecidos, entre os quais se inclui Erasmus Darwin, o avô de Charles Darwin. Erasmus escreveu acerca da concepção evolucionista em seu livro intitulado Zoonomia. O cientista e filósofo francês Pierre de Maupertuis[9], escreveu extensivamente sobre mutação e o naturalista francês Jean Baptiste Lamarck concebeu uma teoria por ele denominada de “transformismo”[10] [também conhecida por Lamarckismo.] Entretanto, o livro On the Origin of Species [traduzido em português sob o título A Origem das Espécies] da autoria de Charles Darwin, publicado em 1859, denominado “o livro que chocou o mundo”, produziu a ampla aceitação da Teoria da Evolução.

Em termos simples, o livro A Origem das Espécies propõe que, na luta pela sobrevivência do mais apto, os seres jovens de uma espécie gradativamente desenvolvem variações adaptativas através de um processo de seleção natural. Essas variações seriam transmitidas geneticamente à próxima geração, promovendo, dessa forma, a evolução da espécie. Darwin também alega que todos os organismos que apresentam relação de parentesco descendem dos mesmos ancestrais.[11]

A primeira edição do livro se esgotou no mesmo dia em que chegou às prateleiras das livrarias. Todavia, a obra não solucionou a dúvida sobre a maneira pela qual o mundo realmente veio a existir. Então entrou em cena a Teoria do Big Bang. Segundo a agência espacial do governo dos Estados Unidos, a NASA (i.e., National Aeronautics and Space Administration), o Big Bang “é a teoria científica predominante acerca da origem do universo”. A NASA afirma o seguinte: “O universo foi criado em algum momento compreendido entre 10 e 20 bilhões de anos atrás, a partir de uma explosão cósmica que expeliu matéria em todas as direções”. Porém, o descritivo da NASA acrescenta enfaticamente esta ressalva: “Apesar da Teoria do Big Bang ser amplamente aceita, é provável que nunca venha a ser comprovada; por isso, restarão diversas perguntas difíceis para as quais não há resposta”.[12]

Outra explanação é descrita nos seguintes termos:

Acredita-se que nosso universo tenha surgido de algo infinitamente pequeno, infinitamente quente, infinitamente denso – uma singularidade. De onde isso veio? Não se sabe. Por que isso apareceu? Não se sabe. Após seu aspecto inicial, essa singularidade aumentou (o “Big Bang”), expandiu-se, resfriou-se, partindo de uma realidade tremendamente pequena, extremamente quente, para chegar ao tamanho e temperatura de nosso universo atual. O universo até hoje continua a se expandir e esfriar; além disso, nós estamos dentro dele.[13]

O evolucionista Richard Dawkins.

Hoje em dia, a crença nas teorias da Evolução e do Big Bangpermeia o sistema educacional e qualquer pessoa que tenta mudar essa situação é levada aos tribunais [nos EUA]. Em outubro de 2004, o Conselho de Educação formado por diretores de escola do distrito de Dover, no Estado da Pensilvânia, decidiu, após uma votação por 6 a 3, incluir o ensino do “projeto inteligente” [i.e., design inteligente, a concepção de que o universo exibe um propósito inteligente para o qual foi criado] junto com o ensino do darwinismo no currículo de biologia para as turmas da nona série do ensino fundamental. Tal decisão, a primeira desse tipo nos EUA, provocou um rebuliço naquele pequeno distrito escolar rural situado 32 quilômetros ao sul da cidade de Harrisburg, capital do Estado, conforme esta notícia:

Os críticos interpretam a alteração no currículo de biologia para as turmas da nona série como uma tentativa velada de obrigar os alunos de escolas públicas a aprenderem o criacionismo, uma perspectiva baseada na Bíblia que atribui a origem das espécies a Deus. As escolas normalmente ensinam a evolução, a saber, a teoria de que a Terra existe há bilhões de anos e que as formas de vida nela existentes se desenvolveram durante milhões de anos.[14]

Dos três membros do Conselho que votaram contra aquela medida, dois imediatamente renunciaram ao cargo. Eles se utilizaram da decisão tomada pela Suprema Corte dos Estados Unidos no ano de 1987, para alegar que aquele mesmo decreto de inconstitucionalidade do ensino do criacionismo no Estado da Louisiana também se aplicava ao Estado da Pensilvânia.

Enquanto isso, um tribunal federal em Atlanta, Estado da Geórgia, condenou os líderes da Comarca de Cobb por aprovarem a colocação de um adesivo na contracapa dos livros didáticos de biologia, o qual fazia a ressalva de que a evolução é uma teoria, não um fato. O juiz reconheceu que o adesivo não fazia nenhuma referência a Deus ou à religião, todavia escreveu o seguinte:

O adesivo ofereceria ocasião para o avanço do ponto de vista religioso de cristãos fundamentalistas e criacionistas, os quais tinham voz ativa no processo de escolha do livro didático a ser adotado e influenciariam tal escolha segundo sua crença de que a evolução é uma teoria, não um fato.[15]

Com o gigantesco acelerador de partículas do CERN, recentemente colocado em operação, pretende-se descobrir o que ocorreu imediatamente após o suposto “Big Bang”, para entender a origem do universo.

A concepção evolucionista se enraizou com tanta profundidade no ensino público, que muitos habitantes da Geórgia chegaram a temer que seu Estado viesse a “agir como um bando de caipiras grosseiros”, permitindo qualquer coisa que insinuasse a possibilidade de tal teoria estar equivocada.

Ken Ham acredita que a mídia secular tenha interpretado maliciosamente a reeleição do presidente George W. Bush, para dar a entender que nos Estados Unidos há mais pessoas que crêem na criação do que na evolução, uma vez que a maioria votou no partido conservador. Segundo Ken Ham, os conflitos entre criação e evolução prosseguem em mais de vinte Estados do país e “muitos americanos finalmente acordaram para o fato de que os humanistas seculares se apoderaram da civilização”.[16]

Portanto, a batalha pela verdade continua. De um lado, encontram-se os evolucionistas, tais como Richard Dawkins, que riem sarcasticamente do registro de Gênesis e tratam os criacionistas como tolos que rejeitam a ciência com o intuito de empurrar o mundo de volta para a “Idade das Trevas” [i.e., a Idade Média]. Do outro lado estão os criacionistas que crêem no que Deus revelou por intermédio de Moisés e em Jesus: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1).

É uma batalha entre a cegueira espiritual e a luz. Infelizmente, muitas pessoas não conseguem discernir os opostos nesse conflito, pois “...o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1 Co 2.14).